Catarina Martins e Jorge Pinto desmentem "aflição" com assinaturas
Catarina Martins e Jorge Pinto desmentiram estarem "aflitos" por alegadamente não terem recolhido o número de assinaturas necessárias para formalizarem as respetivas candidaturas presidenciais junto do Tribunal Constitucional (TC), na sexta-feira. Aliás, ambos asseguraram ter mais do que as mínimas 7.500 exigidas, tendo a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda (BE) dado conta de que procederá à sua entrega no Palácio Ratton na próxima quarta-feira, dia 10 de dezembro.
"Vamos, portanto, ao unboxing de assinaturas que vêm do distrito de Braga. Li uma notícia muito assustadora, que dizia que eu estava aflita para conseguir assinaturas. Não li só o título, fui ler a notícia e, afinal, diz que já tenho as assinaturas. Pois é, não percebo porque é que o título diz uma coisa e a notícia diz outra", apontou Catarina Martins, referindo-se a um artigo publicado pelo jornal Nascer do Sol, também na sexta-feira.
Enquanto abria envelopes, a antiga líder bloquista agradeceu "a toda a gente que entregou o seu tempo e a sua dedicação a fazer esta candidatura possível", já que "tem estado gente em todo o país a recolher assinaturas".
"Muito, muito obrigada. Já temos mais do que 7.500 assinaturas há algum tempo, mas é bom estar a recebê-las de todo o país", complementou.
Sobre a "notícia" que diz que estou "aflita" para recolher as assinaturas para formalizar a candidatura presidencial. pic.twitter.com/1VFmaxkow6 — Catarina Martins (@catarina_mart) December 5, 2025
A eurodeputada disse ainda que apresentará o seu mandatário nacional na segunda-feira, dia 8 de dezembro, e que, na quarta-feira, entregará as subscrições no TC.
O candidato apoiado pelo Livre, por seu turno, assumiu sentir "alguma estranheza" face às notícias veiculadas, uma vez que "ainda ontem [quinta-feira] disse à agência Lusa que já [tinha] as assinaturas e que [estava] a ponto de entregá-las no TC".
"Estou aqui a descansar, depois de uma intensa semana de campanha, quando me dizem que, supostamente, estou aflito por ainda não ter o número mínimo de assinaturas para ser candidato presidencial. Pois bem, eu prometi-vos honestidade e clareza nesta campanha e é isso que vou fazer também em relação às assinaturas. Temos, neste momento, perto de seis mil assinaturas digitais e mais 2.200 em papel. Significa isto que já temos mais do que as mínimas 7.500 para poder ser candidato", destacou.
Jorge Pinto justificou continuar a apostar na recolha de subscrições até à data limite "porque cada assinatura, não sendo um apoio, não sendo uma declaração de voto, é uma oportunidade única" para falar sobre o seu projeto para o país.
O deputado foi mais longe, tendo atirado farpas a "pessoas da Iniciativa Liberal (IL)" que se têm pronunciado sobre o assunto. Entre elas está o antigo líder Rui Rocha, que fez "um apelo patriótico: ajudar a Catarina Martins e o Jorge Pinto a conseguir aquilo que o Manuel João Vieira já concretizou", na rede social X (Twitter).
"Deixem-me dizer-vos também que é com alguma estranheza que vejo pessoas da IL a tentar ironizar com esta questão das assinaturas. Bem, meus amigos, lembremos quem foi o anterior candidato presidencial apoiado pela IL e a razão pela qual ficou conhecido. Não por ter sido um bom político, não pelo seu excelente resultado eleitoral, mas porquê? Por ter falsificado assinaturas. Se fosse a vocês, seria um bocadinho mais comedido no comentário", recordou, numa menção à polémica que levou Tiago Mayan Gonçalves a afastar-se de vários cargos políticos, depois de ter assumido que falsificou as assinaturas do júri do Fundo de Apoio ao Associativismo Portuense, enquanto presidente da União de Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde.
Um apelo patriótico: ajudar a Catarina Martins e o Jorge Pinto a conseguir aquilo que o Manuel João Vieira já concretizou. pic.twitter.com/ZfHIYexSK3 — Rui Rocha (@ruirochaliberal) December 5, 2025
Sublinhe-se que, nos termos da Constituição e da lei eleitoral, as candidaturas podem ser apresentadas "até trinta dias antes da data prevista para a eleição" por "cidadãos eleitores portugueses de origem, maiores de 35 anos", propostas por "um mínimo de 7.500 e um máximo de 15.000 cidadãos eleitores".
As eleições presidenciais estão marcadas para o dia 18 de janeiro, com uma eventual segunda volta a 8 de fevereiro. A tomada de posse será, depois, a 9 de março.
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