'Caso Prestianni' chega à Premier League: "Isto deixa-me doente..."
Vários treinadores da Premier League condenaram, esta quinta-feira, o episódio de alegado racismo registado na passada terça-feira, no triunfo conquistado pelo Real Madrid sobre o Benfica, por 0-1, em encontro a contar para a primeira mão dos playoffs de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões.
Um dos primeiros a ser confrontado com a situação registada no Estádio da Luz, entre Gianluca Prestianni e Vinícius Júnior, foi o português Nuno Espírito Santo, na tradicional conferência de imprensa de antevisão ao encontro da 27.ª jornada do principal escalão do futebol inglês, que irá colocar, frente a frente, o 'seu' West Ham e o Bournemouth, no Estádio Olímpico de Londres.
"Eu condeno essa situação e todas as situações que envolvem racismo. Não há lugar para o racismo no futebol nem na sociedade. Para mim, é ponto final. Condeno totalmente (...). Espero que sim, que continuem a tentar erradicá-lo em todo o mundo. É a minha visão, ponto final", afirmou, perante os jornalistas.
"Isto deixa-me doente, para ser honesto"
Liam Rosenior, timoneiro do Chelsea, também refletiu sobre este episódio, no lançamento do embate com o Burnley, em Stamford Bridge, chegando mesmo ao ponto de defender que os jogadores que foram culpados de atos racistas, dentro de campo, "não deveriam ter lugar na modalidade".
"É perturbador. É sempre preciso um contexto. Aquilo que vos digo é que podem ver qualquer forma de racismo na sociedade, não apenas no futebol, e é inaceitável. Eu não posso falar de um incidente que está a merecer uma investigação. Aquilo que digo é que, quando vemos um jogador tão transtornado quanto Vinícius Júnior, normalmente, há uma razão", apontou.
"É uma situação muito complexo, quando falamos de raça ou de género. Há muitas coisas que precisam de mudar, na sociedade. Isto deixa-me doente, para ser honesto. Eu penso que é preciso um debate mais amplo do que o futebol. Penso que tem de haver maior responsabilização para estas coisas", acrescentou.
"O mundo do futebol reagiu como seria de esperar"
Já Arne Slot, treinador do Liverpool, que será o adversário de Vítor Pereira, na estreia no banco de suplentes do Nottingham Forest, alertou para a importância de as autoridades 'apertarem o certo' aos casos de racismo, para que estes desapareçam, de uma vez por todas, do mundo do futebol.
"No geral, nunca é possível fazer o suficiente. Podes sempre fazer mais. Deveríamos tentar sempre fazer mais, para garantir que isto nunca mais volta a acontecer. E é isso que quero dizer, quando falo no geral. Penso que temos de tentar, enquanto mundo e comunidade futebolística, fazer mais do que aquilo que a sociedade faz, o que talvez não seja assim tão difícil, já agora", atirou.
"Penso que o protocolo tem sido respeitado, ao longo dos jogos, e esse é o primeiro passo. Penso que o mundo do futebol reagiu como seria de esperar, e eu estou a tentar fazer o mesmo, agora", prosseguiu, antes de elaborar sobre aquilo que gostaria que os seus jogadores fizessem, se fossem vítimas de um incidente desta natureza.
"Que a endereçassem, no imediato, e espero que o árbitro que estivesse a apitar o jogo fizesse o mesmo. Esses protocolos têm de ser respeitados. Uma vez que está sob investigação, não posso falar muito dessa situação, mas, no geral, tal como disse, nunca podemos fazer demasiado", concluiu o neerlandês.
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