Casa Branca afirma que petroleiro apreendido pertence a "frota fantasma" da Venezuela
A afirmação surge depois de o jornal The New York Times e de outros meios de comunicação noticiarem que o navio de carga apreendido, chamado Centuries e com bandeira panamenha, não faz parte da lista de sancionados pelos Estados Unidos da América e que, em vez disso, pertence a uma petrolífera com sede na China que transporta petróleo venezuelano para refinarias do gigante asiático.
"O petroleiro transportava petróleo da PDVSA, empresa sujeita a sanções. Tratava-se de um navio com bandeira falsa, que operava como parte da frota fantasma venezuelana, destinada a traficar petróleo roubado e a financiar o regime narcoterrorista de Maduro", escreveu na rede social X a porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, em resposta às notícias.
O petrolífero Centuries foi o segundo navio interceptado no Caribe sob as ordens do presidente Donald Trump, que na semana passada apreendeu o navio Skipper e confiscou o petróleo que transportava. Pouco depois, o republicano impôs um bloqueio total à entrada e saída desse país a navios petroleiros sancionados pelo governo dos EUA.
Washington confirmou que apreendeu o Centuries depois de vários meios de comunicação americanos terem noticiado a operação da Guarda Costeira e das Forças Armadas dos EUA.
Numa publicação no X, a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, divulgou um vídeo sobre a operação, garantindo que "os Estados Unidos vão continuar a perseguir o movimento ilícito de petróleo sancionado, que é usado para financiar o narcoterrorismo na região".
In a pre-dawn action early this morning on Dec. 20, the US Coast Guard with the support of the Department of War apprehended an oil tanker that was last docked in Venezuela.
The United States will continue to pursue the illicit movement of sanctioned oil that is used to fund… pic.twitter.com/nSZ4mi6axc — Secretary Kristi Noem (@Sec_Noem) December 20, 2025
Na terça-feira, Trump anunciou nas redes sociais que Washington iria bloquear a entrada ou saída de todos os petroleiros sancionados da Venezuela e acusou o Governo de Caracas de roubar campos petrolíferos e ativos norte-americanos, numa alusão às expropriações realizadas durante os mandatos de Hugo Chávez.
Nos últimos meses, Washington aumentou a pressão sobre o governo venezuelano, de Nicolás Maduro, a quem acusa de liderar uma rede de tráfico de droga.
Desde o final do verão, os Estados Unidos mantêm um amplo destacamento militar dentro de uma campanha antidroga, na qual destruíram cerca de 30 supostas lanchas de narcotraficantes e mataram mais de uma centena de tripulantes. Por sua vez, Caracas rejeitou o que classificou como "roubo e sequestro" por parte dos Estados Unidos de "um novo navio privado" que transportava petróleo venezuelano.
O Governo de Maduro classificou a operação como um ato de "pirataria" e denunciou o "desaparecimento forçado" da tripulação.
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