Carneiro reitera que Seguro é único candidato com apoio do PS

Dezembro 16, 2025 - 17:00
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Carneiro reitera que Seguro é único candidato com apoio do PS

"Não há dúvidas sobre o apoio do PS ao António José Seguro", acentuou o líder socialista, alegando que, "no espaço do socialismo democrático, da social-democracia", António José Seguro é "o único que tem condições para passar à segunda volta".

 

"E isso deve significar uma responsabilidade para as outras candidaturas que, não tendo viabilidade para ir à segunda volta, naturalmente estão a dificultar a hipótese de uma candidatura do centro-esquerda e do socialismo democrático, dos valores de Mário Soares, possa ir à segunda volta", acrescentou o líder do PS.

José Luís Carneiro, que falava aos jornalistas no Porto à margem de uma reunião com a Rede Europeia Antipobreza, foi questionado sobre se viu o debate de segunda-feira entre Gouveia e Melo e André Ventura e se, após esse momento televisivo, sente necessidade de esclarecer o eleitorado sobre o apoio do PS.

"Não percebo até qual é o tema nessa matéria. Então [o António José Seguro] foi secretário-geral do PS, foi ministro adjunto do primeiro-ministro António Guterres, foi secretário-geral da Juventude, foi deputado europeu, foi um dos principais responsáveis por uma grande reforma política no país", respondeu.

Na segunda-feira, no debate televisivo da RTP, moderado pelo jornalista Carlos Daniel, o candidato presidencial Gouveia e Melo afirmou que o seu objetivo cimeiro é unir os portugueses e não instigar ódios, enquanto André Ventura acusou-o de estar em cima do muro e de pretender ser candidato do PS.

O líder do Chega procurou colar o ex-chefe do Estado-Maior da Armada ao PS, invocando a sua estrutura de apoio e uma declaração sua em que colocou Mário Soares como referência de Presidente da República.

André Ventura tentou também passar a ideia de que o almirante não se define em matérias que considerou essenciais, como as políticas de imigração, a lei da nacionalidade ou uma revisão constitucional, por pretender estar "em cima do muro" e querer "agradar a todos".

Durante os 30 minutos de debate, Gouveia e Melo defendeu-se destes ataques, dizendo que se coloca no centro político, o que disse gerar "incompreensões" entre pessoas de esquerda e de direita. Alegou que o país precisa de marchar com a perna esquerda e com a direita, e não apenas como uma delas.

Aceitou que Mário Soares é uma sua referência como Presidente da República, mas à qual juntou o general Ramalho Eanes. Disse então a Ventura que os dois foram essenciais em defesa da democracia e que o seu oponente não estaria agora a candidatar-se a Belém se não fosse a ação de Eanes e Soares.

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