"Capturaste o meu coração". EUA dedicam cartão a Maduro (e não só)

Fevereiro 15, 2026 - 02:00
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"Capturaste o meu coração". EUA dedicam cartão a Maduro (e não só)

A Casa Branca juntou-se às tendências das redes sociais e divulgou vários cartões dedicados ao Dia de São Valentim, que se assinala este sábado. Entre os protagonistas das notas românticas está não só o ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, como também a Gronelândia.

 

"Capturaste o meu coração", lê-se num dos bilhetes, que retrata o antigo chefe de Estado venezuelano no momento da sua transferência para Nova Iorque, vendado e algemado.

Maduro e a mulher, Cília Flores, foram capturados na sequência de um ataque das forças norte-americanas contra a Venezuela, a 3 de janeiro. O casal, que enfrenta acusações de tráfico de droga, corrupção e branqueamento de capitais, declarou-se inocente, numa primeira audiência diante da justiça nova-iorquina. A próxima sessão está marcada para o dia 26 de março, pelas 11h00 horas locais.

Desde então que Delcy Rodríguez, vice-presidente executiva de Maduro, assumiu a liderança interina do país, contando com o apoio das Forças Armadas – e dos Estados Unidos.

Um segundo cartão faz menção às várias notas executivas emitidas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, ao longo deste segundo mandato. Em concreto, na nota executiva em causa ficou designado que "és o meu namorado/a".

Há ainda referências à política de imigração da Administração Trump, sendo um terceiro bilhete dedicado ao encontro do senador democrata Chris Van Hollen com Kilmar Ábrego García, o jovem de 29 anos que foi deportado dos Estados Unidos para El Salvador "por engano", em março passado. Contudo, apesar de o salvadorenho não ter registo criminal que o ligue ao crime organizado, o governo norte-americano acredita que é membro do gangue MS-13 – um grupo que foi recentemente denominado como uma organização terrorista global numa ordem executiva.

"O meu amor por ti é tão forte quanto o amor dos democratas pelos imigrantes ilegais. Voaria 2.470 quilómetros para beber algo contigo", lê-se.

Num último cartão consta um mapa da Gronelândia, em forma de coração, e a seguinte inscrição: "Está na hora de definirmos a nossa relação." Isto porque, recorde-se, várias foram as vezes em que Donald Trump deu conta da sua intenção de "adquirir" o território autónomo dinamarquês, alegando que se trata de uma questão de "segurança nacional", uma vez que a ilha está "rodeada de navios russos e chineses".

A ilha ártica, que tem uma população de 57.000 habitantes, possui recursos minerais significativos, a maioria dos quais ainda inexplorados, e encontra-se numa localização estratégica. Aliás, os Estados Unidos já possuem ali uma base militar, e operaram no local cerca de outras 10 durante a Guerra Fria.

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