Candidatos fazem o derradeiro apelo ao voto (com 2.ª volta na horizonte)
Luís Marques Mendes atirou a António José Seguro, apoiado pelo PS, considerando o adversário "um pouco passivo" e defendeu que o próximo Presidente da República deve ser "mais ativo e interventivo", características que acredita ter.
O candidato apoiado pelo PSD e CDS-PP desvalorizou ainda as sondagens, lembrando que já várias falharam no passado, defendendo que "o que conta é a decisão soberana dos portugueses" e voltou a manifestar-se confiante "num grande resultado" nas presidenciais de domingo.
Seguro alertou que "não basta ter o voto no coração e na cabeça", mas é necessário as pessoas irem votar em si no domingo, alertando que nada está ganho e voltando a apelar ao voto útil de moderados e progressistas.
António José Seguro defendeu ainda que "a vida não é difícil para o Presidente" mas sim para os portugueses, após Marcelo Rebelo de Sousa dizer que o sucessor terá "tarefa mais complicada" face à situação internacional.
Por seu turno, André Ventura, apoiado pelo Chega, disse esperar que os líderes do PSD e IL "não sejam pelo menos um obstáculo" a uma vitória sua "que impeça o socialismo" de regressar ao Palácio de Belém.
Henrique Gouveia e Melo insistiu que a democracia estará em risco se André Ventura, numa segunda volta contra António José Seguro, tiver o apoio da IL e beneficiar da liberdade de voto no PSD.
Por sua vez, João Cotrim Figueiredo, apoiado pela IL, advertiu os portugueses de que é inútil votar em Gouveia e Melo, Marques Mendes e Ventura, porque isso significa eleger António José Seguro.
O candidato apoiado pelo PCP e PEV, António Filipe, que tem pautado as suas ações de campanha com a oferta de cravos vermelhos, bebeu uma ginjinha na Baixa da Banheira, na Moita, porque há práticas do atual Presidente da República que "são para manter", como o contacto direto e a proximidade.
Catarina Martins, a única mulher candidata a Belém, apoiada pelo BE, disse ver os outros candidatos presidenciais a fazer contas, sem que da soma entre eles resulte qualquer ideia, e defendeu que quem não tem um projeto para o país nem devia ter-se candidatado.
Jorge Pinto, apoiado pelo Livre, apontou Henrique Gouveia e Melo como exemplo de um dos "vários candidatos" a Belém com hipóteses de ir à segunda volta que defende a Constituição, e concordou com a leitura de Marcelo Rebelo de Sousa sobre o futuro da Europa e do mundo, vincando que se aproximam "tempos sombrios" e que é preciso alertar para isso.
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