"Calimero do Ano". Villas-Boas 'escapa' sem castigo a queixa do Sporting
O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) tornou pública, em forma de comunicado emitido através das plataformas oficiais ao final da noite de quinta-feira, a decisão de avançar para o arquivamento de uma participação formalizada pelo Sporting contra André Villas-Boas.
O organismo liderado por Sandra Maria Oliveira e Silva julgou "totalmente improcedente a acusação", pelo que optou por "absolver" o presidente do FC Porto "da prática de uma infração disciplinar" por alegada "lesão da honra e da reputação dos órgãos da estrutura desportiva e dos seus membros", apesar da queixa dos eternos rivais.
O processo disciplinar havia sido instaurado na sequência das declarações prestadas pelo líder máximo dos dragões, no passado dia 7 de outubro, à margem da gala Portugal Football Globes, nas quais este acusara Frederico Varandas e Rui Costa, homólogos, respetivamente, de Sporting e Benfica, de pressionarem a arbitragem.
"Parece-me evidente que a coação feita por esses presidentes tem um impacto direto nas nomeações, porque o Tiago Martins esteve na final da Liga dos Campeões feminina e praticamente deixou de existir nos jogos grandes", afirmou, apenas dois dias após o polémico empate sem golos perante os encarnados, no Estádio do Dragão.
"Como é que a mediocridade é premiada ao nomearem para um clássico o VAR que tem 50% de decisões acertadas, particularmente em jogos do FC Porto? Não sei se essa via comunicacional está a ter impacto nas nomeações, mas não posso deixar de constatar factos evidentes para toda a gente", prosseguiu.
"Não queremos entrar no mesmo jogo dos outros, mas estamos ansiosos por ver a quem é que é atribuído o prémio Calimero do Ano nesta gala, porque não faltam candidatos. O FC Porto quer manter a sua postura, focado no título e pronto para lutar muito para lá chegar. Esse é o nosso objetivo", rematou.
Processo de inquérito ao FC Porto-Benfica também foi arquivado
O Conselho de Disciplina da FPF fez, ainda, saber que optou pelo "arquivamento" do "processo de inquérito" aberto há mais de um mês, devido a "factos ocorridos" (mas não especificados), precisamente, no Clássico que colocou, frente a frente, FC Porto e Benfica, no âmbito da oitava jornada da I Liga.
Um duelo que ficou marcado pelo regresso de José Mourinho ao Estádio do Dragão, agora, como treinador dos encarnados, e que ficou marcado por uma arbitragem polémica de Miguel Nogueira, juiz da Associação de Futebol de Lisboa, que motivou queixas por parte do emblema azul e branco.
À beira do apito para o intervalo, Gabrie Veiga caiu na grande área, após um lance dividido com Enzo Barrenechea. Já no segundo tempo, foi a vez de Deniz Gul ir ao relvado, na sequência de uma disputa com António Silva, mas, em ambas as ocasiões, nem o árbitro principal, nem o VAR, tomaram qualquer tipo de ação.
Na altura, este resultado manteve o FC Porto na liderança isolada do campeonato nacional, com três pontos de vantagem sobre o Sporting e quatro sobre o Benfica. Desde então, a diferença para os leões manteve-se, mas aquela que leva para as águias aumentou para seis pontos.
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