Boletim de voto com candidatos excluídos. "Suscetível de levar ao engano"
O boletim de voto das eleições presidenciais, marcadas para dia 18 de janeiro, já é conhecido e está a gerar muita controvérsia. É que da lista de candidatos fazem parte três que foram, entretanto, excluídos pelo Tribunal Constitucional (TC).
De acordo com a rádio Renascença, do boletim de voto constam 14 nomes, apesar de, neste momento, só haver 11 candidatos na corrida a Belém.
O primeiro nome a surgir é logo de um dos candidatos excluídos por não ter corrigido, durante o prazo legal, as irregularidades detetadas na sua candidatura: Ricardo Sousa.
De seguida surge André Pestana, Jorge Pinto, Joana Amaral Dias (também já excluída), Manuel João Vieira, José Cardoso (excluído), Catarina Martins, João Cotrim de Figueiredo, Humberto Correia, José António Seguro, Luís Marques Mendes, André Ventura, António Filipe e Henrique Gouveia e Melo.
O facto de constar no boletim de voto três ex-candidatos, excluídos por não cumprirem todos os pressupostos da candidatura a Presidente da República está a causar celeuma nas redes sociais e não só.
A candidatura presidencial de António José Seguro criticou, no domingo, que o boletim inclua candidados excluídos pelo Constitucional e realça que isto poderá "levar ao engano os eleitores".
À agência Lusa, fonte da candidatura revelou que o socialista pondera até contestar esta decisão administrativa.
Recorde-se que, no passado dia 23 de dezembro, o TC anunciou que não admitiu as candidaturas às eleições presidenciais de Joana Amaral Dias, Ricardo Sousa e José Cardoso, após estes não terem corrigido no prazo estipulado irregularidades que tinham sido identificadas.
No acórdão divulgado, o tribunal salienta que, findo esse prazo, nenhuma das três candidaturas supriu as irregularidades em questão.
No caso de Joana Amaral Dias, o TC indica que "não juntou os documentos em falta", designadamente o certificado de nacionalidade portuguesa originária e o "documento comprovativo de que está no gozo de todos os direitos civis e políticos", nem "apresentou declarações de propositura e respetivas certidões de eleitor, em termos de perfazer um mínimo legal de 7.500 declarações válidas".
De acordo com o TC, das 7.500 assinaturas legalmente exigidas para se poder candidatar à Presidência da República, Joana Amaral Dias só apresentou 1.575 válidas.
José Cardoso, ex-membro da IL e fundador do Partido Liberal Social (PLS), também não conseguiu reunir as 7.500 assinaturas necessárias, só tendo entregado 7.265 que respeitavam os critérios legais, ou seja, que estavam "regularmente instruídas, devidamente assinadas e com certidão de inscrição do subscritor no recenseamento eleitoral".
O mesmo aconteceu com Ricardo Sousa, que só apresentou 3.761 assinaturas válidas.
Entretanto, Joana Amaral Dias já revelou que vai recorrer da decisão do TC.
O período de recurso por parte das candidaturas consideradas inelegíveis ou com irregularidades e a decisão final é proferida até 2 de janeiro.
Para já há então 11 candidatos às eleições presidenciais: Gouveia e Melo, Marques Mendes, António Filipe, Catarina Martins, António José Seguro, Humberto Correia, André Pestana, Jorge Pinto, Cotrim Figueiredo, André Ventura e a do pintor e músico Manuel João Vieira.
Estas são as eleições presidenciais com mais candidatos na história da democracia portuguesa. Até ao momento, as mais disputadas tinham sido em 2016, com dez candidatos. A primeira volta das eleições presidenciais realiza-se em 18 de janeiro.
Leia Também: Presidenciais? A maior abstenção de sempre foi há cinco anos com Covid-19
Qual é a sua reação?
Gosto
0
Não gosto
0
Amor
0
Engraçado
0
Zangado
0
Triste
0
Wow
0

