Black Friday? Há lojas a vender produtos que há 1 mês eram "mais baratos"
A denuncia é da DECO PROteste: há lojas que estão a anunciar "supostos descontos" em produtos que há um mês eram mais baratos do que atualmente, numa altura em que se aproxima a Black Friday.
"Em período de Black Friday, a DECO PROteste visitou quatro lojas online e analisou os preços de alguns produtos em campanha. Apesar de haver boas oportunidades de compra, as lojas continuam a apresentar produtos com supostos descontos que, há menos de um mês, estavam mais baratos", pode ler-se no site da organização de defesa do consumidor.
A DECO PROteste lembra que a "Black Friday inaugura a época de compras natalícias com campanhas de descontos que começam cada vez mais cedo".
"Ainda que as campanhas prometam promoções imbatíveis em lojas físicas e online, uma investigação da DECO PROteste mostra que nem todas as reduções de preço anunciadas são boas oportunidades. Nos dias 3 e 4 de novembro, a organização de defesa do consumidor analisou o arranque das campanhas de Black Friday de algumas lojas online. E, à semelhança dos anos anteriores, encontrou vários descontos que contornam a lei das promoções", denuncia a organização de defesa do consumidor.
As lojas analisadas
De acordo com a DECO PROteste, "em todas as lojas online analisadas pela DECO PROteste nos primeiros dias de novembro — FNAC, Darty, Auchan e Euronics — foram encontrados produtos em campanha que não tinham um verdadeiro desconto e que, até há poucos dias, estavam inclusive mais baratos".
A organização denuncia ainda que "todas as lojas estavam a contornar a lei que dita que, para anunciar uma promoção, tem de ser considerado o preço mais baixo praticado nos últimos 30 dias anteriores consecutivos, para depois aplicar o desconto".
"Além disso, algumas das lojas analisadas neste estudo adotam estratégias de comunicação que comparam os seus preços com supostos preços de venda recomendados pelos fabricantes, produtores ou fornecedores (PVPR), levando o consumidor a acreditar que estão a ser dados descontos que não são reais", pode ainda ler-se no site da organização.
Pode ver aqui alguns dos exemplos adiantados pela DECO PROteste.
DECO PROteste pede reforço da fiscalização
Perante estes anúncios, a organização "pede à ASAE que reforce as ações de fiscalização durante este período e aplique coimas às lojas que continuem a violar a lei", de modo a que "a lei das vendas com redução de preço seja cumprida".
Nos últimos anos, explica, a "DECO PROteste voltou a encontrar infrações, desta feita por incumprimento das regras relativas ao preço de referência a considerar para aplicação do desconto, e denunciou".
"No entanto, os casos analisados nas campanhas de Black Friday de 2025 revelam que as lojas online continuam a desrespeitar a lei", conclui.
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