"Benfica é hoje apetecível para alguns. O meu compromisso é o de sempre"
Rui Costa acredita que tem todas as condições para ser reeleito presidente do Benfica já no sábado, altura em que se realizam as eleições no clube da Luz. Depois de ter chegado ao cargo em 2021, por conta da detenção de Luís Filipe Vieira, o atual líder máximo da Luz vai, agora, enfrentar um ato eleitoral perante seis adversários e pede aos benfiquistas a oportunidade de continuar o seu projeto.
Em entrevista exclusiva ao Desporto ao Minuto, Rui Costa afirma não estar a pensar em "ajustes de contas" e recusa a hipótese de "deixar a meio" o compromisso que tem com o clube que representou na carreira enquanto jogador.
O antigo camisola 10 não deixa, ainda assim, de reconhecer alguns erros, mas também aponta que o Benfica é agora um clube "mais apetecível".
Quais as principais razões que o levaram a apresentar uma nova candidatura à presidência ao Benfica?
É pelo Benfica que aqui estamos e queremos continuar, porque há trabalho a concluir e só Benfica importa. Esta é a única candidatura focada no futuro, com projetos em curso para acrescentar valor ao clube, reforçar a competitividade das equipas, valorizar as experiências dos sócios e afirmar o posicionamento positivo do Sport Lisboa e Benfica no país e no mundo. Aqui, não há quem queira ajustes de contas com o passado ou veja no clube uma oportunidade de reciclagem de outras vidas, estamos para servir o clube, colocando-o no patamar que merece, o das vitórias e da sustentabilidade, apenas e só.
Fez o seu anúncio já depois do Mundial de Clubes. Passou-lhe pela cabeça não se recandidatar?
Claro que não. Estávamos concentrados no trabalho e nas competições em que o clube estava a participar. Havia um compromisso com os sócios de falar nessa altura, foi o que fiz. Não sou de deixar nada a meio, muito menos o compromisso com o Benfica e os seus sócios.
Sente que o seu projeto pensado para o Benfica precisa de mais tempo para atingir um maior nível de sucesso desportivo?
Sinto que temos a ambição, o compromisso e a determinação para acrescentar às sementes lançadas, a competitividade e o sentido de conquista que se impõe no Benfica. É que, ao contrário do que se diz, não há nenhuma varinha mágica para o conseguir. É preciso rigor, sentido de responsabilidade e muito trabalho. É o que estamos a fazer.
Que pecados identifica nos seus quatro anos como presidente? E quais os pontos mais positivos?
Naturalmente que nem tudo correu como desejava. Houve momentos em que falhámos no futebol profissional, onde reconheço que as vitórias ficaram aquém da ambição e assumo essa responsabilidade. Mas também é justo destacar os muitos pontos positivos: recuperámos a reputação do clube, conquistámos títulos importantes, reforçámos a formação e o futebol feminino, crescemos em sócios e receitas e lançámos projetos estruturantes para o futuro. Hoje, o Benfica é mais forte, mais respeitado e melhor preparado para o que aí vem.
Ser antigo jogador do Benfica trouxe-lhe mais vantagens ou desvantagens?
Ter vestido o manto sagrado, conhecer e sentir o clube como eu sinto nunca pode ser uma desvantagem. Somo esse sentir o Benfica, esse compromisso em campo, com um sentido de responsabilidade e futuro na gestão do clube. O Benfica é sempre mais que a circunstância. É uma enorme força do país.
Há uma parte dos críticos que o acusam de impreparação. Sente que podia ter feito algo mais no passado que lhe permitisse agora ter outras ferramentas enquanto presidente?
Quando assumi a presidência, herdei um clube em condições muito difíceis e tivemos de agir em emergência. Seguramente houve momentos de adaptação, mas nunca me escondi das responsabilidades. Hoje, com a experiência destes quatro anos, sinto-me muito mais preparado e com uma equipa sólida ao meu lado. O que posso garantir é que o Benfica está melhor do que estava e continuará a estar mais forte no futuro. O Benfica é hoje apetecível para alguns, o meu compromisso é o de sempre.
O que mudou no presidente Rui Costa de 2021 para o Rui Costa que quer ser reeleito em 2025?
A idade, a experiência e a maturidade no exercício da liderança, mas a ambição, a paixão e a determinação na concretização de um projeto ainda com mais vitórias e conquistas é maior.
Consegue prometer um Benfica mais vezes campeão caso seja reeleito?
A ambição, a determinação e o compromisso de trabalho vai nesse sentido. É esse o sentido de futuro do nosso projeto, no futebol, nas modalidades, em masculinos e femininos, em Portugal e no mundo, onde haja existam benfiquistas. No que depender de nós, tudo faremos para ter ainda mais vitórias e conquistas.
A existência de seis candidatos é um bom ou mal sinal para o Benfica?
É sinal de diversidade democrática do clube que está agora mais apetecível e em melhores condições para ser ainda mais vencedor do que há quatro anos. O Benfica não é cálculo nem circunstância, é um sentimento que se tem a 100%, em todos os momentos.
Leia AQUI a segunda parte da entrevista de Rui Costa ao Desporto ao Minuto.
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