Bangladesh. Líder interino pede calma sobre preocupações com parcialidade

Outubro 23, 2025 - 11:00
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Bangladesh. Líder interino pede calma sobre preocupações com parcialidade

Muhammad Yunus - Prémio Nobel da Paz, com 85 anos e que está no poder desde agosto de 2024 - "tomou medidas para organizar eleições livres, imparciais e justas", afirmou hoje a sua assessoria de comunicação.

 

Os eleitores deste país de 170 milhões de habitantes deverão votar em fevereiro pela primeira vez desde que a ex-primeira-ministra Sheikh Hasina foi deposta em agosto de 2024, após semanas de protestos duramente reprimidos.

Na quarta-feira, Nahid Islam, líder do Partido Nacional dos Cidadãos (NCP, na sigal em inglês), um grupo composto maioritariamente por estudantes que liderou a revolta contra Hasina, tinha afirmado que alguns conselheiros do Governo estavam a colaborar com partidos com vista ao novo Executivo do país.

"Os principais partidos políticos estão a nomear apoiantes para vários cargos administrativos antes das eleições", disse Nahid Islam aos jornalistas na noite de quarta-feira.

"Alguns conselheiros do atual Governo os apoiam", garantiu Islam, uma figura de destaque na revolta do verão de 2024, sem fornecer mais pormenores.

Outros partidos fizeram acusações semelhantes, alimentando as tensões políticas que assolam o país.

Yunus reuniu-se na noite de quarta-feira com os líderes do principal movimento islâmico no país de maioria muçulmana, o Jamaat-e-Islami, na esperança de acalmar a situação.

Abdullah Muhammad Taher, um alto responsável do Jamaat-e-Islami, relatou ter dito a Yunus que alguns dos seus conselheiros o tinham enganado, sem fornecer mais pormenores.

"Seria bom que tivesse cuidado com eles", disse Taher aos jornalistas, enviando uma mensagem a Yunus.

Isto ocorreu após uma reunião, no dia 21 de outubro, entre o Partido Nacionalista do Bangladesh (BNP, na sigla em inglês), visto como o claro favorito nas eleições, e Yunus.

Após a reunião, um dos seus líderes, Mirza Fakhrul Islam Alamgir, disse aos jornalistas que tinha "solicitado ao Governo que afastasse qualquer conselheiro que tomasse posição de partidos políticos".

Já o partido da ex-primeira-ministra, a Liga Awami, foi declarado ilegal após as manifestações mortíferas de 2024 e não poderá disputar as eleições de fevereiro.

A ex-primeira-ministra Sheikh Hasina encontra-se exilada na Índia e responde à revelia vários processo judiciais no Bangladesh.

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