Balsemão "contribuiu decisivamente" para Portugal democrático
Em comunicado, os socialistas no PE consideram que o ex-primeiro-ministro português distinguiu-se "em todas as áreas pela moderação, equilíbrio e ponderação, características que dele fizeram uma personalidade marcante" no Portugal democrático.
A delegação do PS nos hemiciclos de Bruxelas (Bélgica) e Estrasburgo (França) classificou o antigo líder social-democrata como uma figura "marcante da democracia portuguesa, para a qual contribuiu decisivamente, como fundador do jornal Expresso e primeiro-ministro".
"Num momento da nossa vida coletiva onde assistimos à ascensão dos extremos, os deputados do PS ao Parlamento Europeu, onde, em 1986, representou Portugal, expressam desta forma, à família e amigo, bem como ao seu partido, o PSD, os mais sinceros sentimentos pela morte de Francisco Pinto Balsemão", acrescentou o partido.
Francisco Pinto Balsemão, antigo líder do PSD, ex-primeiro-ministro e fundador do Expresso e da SIC, morreu na terça-feira aos 88 anos.
A notícia da morte do militante número um do PSD foi transmitida pelo presidente social-democrata e primeiro-ministro, Luís Montenegro, durante uma reunião do conselho nacional do partido, em Lisboa.
Balsemão foi fundador, em 1973, do semanário o Expresso, ainda durante a ditadura, da SIC, primeira televisão privada em Portugal, em 1992, e do grupo de comunicação social Impresa.
Em 1974, após o 25 de Abril, fundou, com Francisco Sá Carneiro e Magalhães Mota, o Partido Popular Democrático (PPD), mais tarde Partido Social Democrata PSD. Chefiou dois governos depois da morte de Sá Carneiro, entre 1981 e 1983, e foi, até à sua morte, membro do Conselho de Estado, órgão de consulta do Presidente da República.
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