Balcãs ocidentais são "o caldeirão" da segurança europeia, afirma Starmer

Outubro 22, 2025 - 20:00
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Balcãs ocidentais são "o caldeirão" da segurança europeia, afirma Starmer

"Os Balcãs ocidentais são o local onde os desafios que afetam todo o continente são postos à prova. A região tem sido uma rota vital para gangues de tráfico e todos nós sofremos as consequências dessas ações", disse Keir Starmer aos líderes reunidos no palácio Lancaster House.

 

Durante a cimeira, os participantes vão abordar como lidar com a "influência maligna" da Rússia, bem como erradicar a corrupção e resolver questões migratórias partilhadas, adiantou o chefe do Governo britânico.

Às portas do palácio de Londres, Starmer recebeu o chanceler alemão, Friedrich Merz, o primeiro líder a chegar, e os homólogos da Macedónia do Norte, Hristijan Mickoski, e da Sérvia, Duro Macut.

Cumprimentou também os primeiros-ministros do Montenegro, Milojko Spajic, da Albânia, Edi Rama, e Borjana Kristo, da Bósnia-Herzegovina.

O primeiro-ministro do Kosovo, Albin Kurti, que antes da cimeira manifestou disponibilidade para receber centros de regresso para migrantes rejeitados pelo Reino Unido, chegou cedo e foi recebido pela ministra dos Negócios Estrangeiros britânica, Yvette Cooper.

Participam também representantes de Eslovénia, Polónia, Itália, França, Grécia, Áustria, Bulgária, Croácia e UE.

Antes do início da reunião, Londres anunciou o prolongamento por três anos do destacamento na missão de manutenção da paz da NATO no Kosovo (KFOR), uma medida que reforça o compromisso com a segurança nos Balcãs, indicou o Ministério da Defesa britânico.

Da mesma forma, confirmou um novo pacote de sanções contra vários grupos criminosos dedicados à falsificação de documentos e redes de financiamento ilícito sediadas em países da região para "fechar" as rotas dos Balcãs ao contrabando de migrantes ilegais.

A cimeira dos Balcãs Ocidentais faz parte do Processo de Berlim, lançado em 2014 pela Alemanha para aproximar os seis países dos Balcãs que não integram a UE das normas do bloco comunitário e reforçar a cooperação regional com vista à futura adesão.

Todos estes países, à exceção do Kosovo, são candidatos à adesão à UE.

A antiga república sérvia, que declarou independência de forma unilateral em 2008, não é reconhecida como Estado por cinco países da UE: Espanha, Grécia, Chipre, Roménia e Eslováquia.

Belgrado também não reconheceu a independência declarada por Pristina e as relações entre os dois países mantêm-se tensas até hoje, apesar de vários apelos internacionais.

O Kosovo solicitou a adesão à UE em dezembro de 2022, mas ainda não tem o estatuto de candidato oficial, a adesão está condicionada à normalização das relações entre o Kosovo e a Sérvia, uma condição que a UE considera indispensável.

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