Austrália anuncia investimento em estaleiro que vai construir submarinos nucleares

Fevereiro 15, 2026 - 08:00
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Austrália anuncia investimento em estaleiro que vai construir submarinos nucleares

O pacto de defesa foi assinado em 2021 por Washington, Reino Unido e Austrália, com o objetivo de conter a influência da China no Pacífico, levando ao cancelamento de um mega contrato entre Camberra e a França.

 

O investimento inicial anunciado de 3,9 mil milhões de dólares australianos (2,4 mil milhões de euros) representa um investimento "crucial para fornecer à Austrália submarinos de propulsão nuclear equipados com armas convencionais", afirmou o líder num comunicado.

O acordo prevê que Camberra adquira uma frota de submarinos norte-americanos de última geração e o desenvolvimento conjunto de uma gama de tecnologias militares.

A longo prazo, o investimento no estaleiro naval está estimado em um total de 30 mil milhões de dólares australianos (18 mil milhões de euros).

O custo total, incluindo os submarinos, poderá aproximar-se dos 200 mil milhões de euros nos próximos 30 anos. A Austrália deverá também obter a tecnologia para construir os seus próprios navios no futuro.

Estes submarinos norte-americanos, cuja aquisição terá início em 2032, estarão no centro do projeto de Camberra para aumentar a capacidade de ataque australiana a longa distância no Pacífico, onde a China está a reforçar a influência.

De acordo com o ministro da Defesa, Richard Marles, o novo estaleiro naval, que será construído perto de Adelaide (sudeste do país), será um elemento-chave deste programa.

"A transformação em curso em Osborne demonstra que a Austrália está no bom caminho para desenvolver a capacidade soberana de fabricar os nossos próprios submarinos de propulsão nuclear para as próximas décadas", afirmou.

Este projeto de armamento desencadeou uma grave e longa crise diplomática com a França em 2021. Camberra tinha inicialmente escolhido equipamentos franceses para um contrato de milhares de milhões de dólares, antes de o cancelar e recorrer ao programa Aukus, a aliança de segurança com os Estados Unidos e o Reino Unido.

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