Auditoria revela que palavra-passe da videovigilância do Louvre… é Louvre
O assalto ao Museu do Louvre, em Paris, continua a fazer correr muita tinta. As auditorias feitas revelam que há mais de 10 anos que o museu 'vive' com graves vulnerabilidades de cibersegurança.
O jornal francês Liberatión teve acesso a documentos confidenciais que dão conta de várias falhas no sistema de segurança. Por exemplo, o facto de a palavra-passe do sistema de videovigilância ser nada mais nada menos que... 'Louvre'.
O relatório refere ainda que os problemas de segurança do museu francês não são de agora, mas de há 10 anos, notando que oito softwares responsáveis por áreas críticas de segurança não são atualizados há vários anos.
Um dos programas, chamado Sathi, foi adquirido em 2003 para supervisionar o circuito das câmaras e os controlos de entrada, mas o contrato já não tinha a manutenção ativa e que nunca foi renovado.
O relatório dá ainda conta de que especialistas conseguiram aceder à rede de segurança do Louvre a partir de computadores comuns e, a partir daí, comprometer o sistema de videovigilância. Já num outro teste conseguiram alterar as permissões associadas e, assim, conseguiram invadir o banco de dados.
Chegaram ainda à conclusão que todas estas situações poderiam ter sido feitas facilmente do exterior das instalações do museu e que as palavras-passes usadas em alguns dos sistemas eram facilmente expostas.
De acordo com a Agência Nacional de Segurança dos Sistemas de Informação (ANSSI), só era necessária escrever 'LOUVRE' para entrar num servidor responsável pelo sistema de videovigilância ou então 'THALES', a empresa que desenvolveu o software.
Detidas sete pessoas: Duas ilibadas e três libertadas
Duas das cinco pessoas detidas na passada quarta-feira por serem suspeitas de terem estado envolvidas no assalto ao Museu do Louvre, em Paris, França, foram formalmente acusadas, este sábado. As restantes três foram libertadas.
O primeiro suspeito, de 37 anos, já era "conhecido das autoridades judiciais, particularmente por furto", apontou a procuradora de Paris, Laure Beccuau, citada pelo Le Monde.
O indivíduo foi formalmente acusado pelos crimes de roubo organizado e de conspiração criminosa, encontrando-se em prisão preventiva a aguardar uma audiência "que ocorrerá nos próximos dias", de acordo com a mesma fonte.
Por seu turno, uma mulher de 38 anos foi indiciada por ser cúmplice do crime de roubo agravado e de conspiração para cometer um crime de roubo organizado, tendo também ficado em prisão preventiva, a pedido do Ministério Público.
Durante os interrogatórios, os dois suspeitos negaram estarem envolvidos no roubo do dia 19 de outubro, cujo valor estimado é de 88 milhões de euros.
De recordar ainda que as joias, que continuam desaparecidas, estão a ser procuradas pelo Escritório Central de Combate ao Tráfico de Bens Culturais (OCBC) em "vários mercados paralelos", tendo em conta que é improvável que surjam em mercados legais. Ainda assim, as autoridades acreditam que é possível que as joias possam "ser usadas para lavagem de dinheiro ou para tráfico dentro do mundo criminoso".
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