Associação aponta pelo menos 45 mortos em protestos no Irão
De acordo com um novo balanço da organização não-governamental (ONG) Iran Human Rights, oito menores foram contados entre as vítimas mortais.
O diretor da ONG, Mahmood Amiry-Moghaddam, afirmou que a repressão "está a espalhar-se e a tornar-se mais violenta a cada dia", tendo já causado centenas de feridos e mais de 2.000 detenções.
A passada quarta-feira foi o dia mais mortífero desde o início das manifestações, com 13 mortos registados num único dia, num movimento de protesto que dura há 12 dias e tem sido marcado por confrontos em várias cidades do país.
As autoridades iranianas e os meios de comunicação estatais reportaram, por seu lado, pelo menos 21 mortos desde o início dos protestos, incluindo membros das forças de segurança, segundo uma contagem da agência de notícias France-Presse.
Perante a escalada da violência, o Presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, apelou para "máxima moderação", defendendo que "todo o comportamento violento ou coercivo deve ser evitado", ao mesmo tempo que pediu diálogo e escuta das reivindicações populares.
Entretanto, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Johann Wadephul, denunciou o "uso excessivo da força" pelas autoridades iranianas contra manifestantes pacíficos e instou Teerão a respeitar as obrigações internacionais.
Numa mensagem divulgada na rede social X, Wadephul sublinhou que a expressão pacífica de opiniões constitui um direito fundamental, numa altura em que as forças de segurança iranianas continuam a dispersar protestos com gás lacrimogéneo e munições reais.
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