Assim (N)doye mais. Herói vitoriano abate Sporting rumo à conquista
O Vitória SC fez jus à sua alcunha e conquistou o passaporte para a final da Taça da Liga, na partida desta terça-feira, que ditou a eliminação do Sporting das contas da prova que fugiu na temporada passada a Rui Borges, que ficou, desta vez, pelas meias-finais, piorando a prestação na sua segunda época ao comando dos leões.
O primeiro golo foi marcado logo no primeiro quarto de hora após o apito inicial, com Francisco Trincão a conseguir encontrar uma desmarcação à ponta de lança de Luis Suárez, que fez o tento que desbloqueou a partida aos 13 minutos.
O empate acabou mesmo por chegar já nos descontos do encontro, com Ndoye a marcar e com Rômulo Júnior, jovem central do Sporting, a ficar muito mal na fotografia, com um erro de iniciado, ao ficar a olhar para o avançado do Vitória SC, sem ver a bola passar nas suas costas, aos 90+2 minutos.
No entanto, as grandes penalidades não foram necessárias para as decisões maiores, depois de Ndoye bisar no encontro e conseguir a reviravolta no jogo, 'congelando' o Estádio Dr. Magalhães Pessoa. O lance ainda foi anulado por fora-de-jogo, mas corrigido pelo VAR, que validou o golo e a festa dos vimaranenses.
Figura
Como não poderia deixar de ser, a grande figura desta meia-final da Taça da Liga é Alioune Ndoye. O avançado chegou esta temporada ao Vitória e já valeu o valor pago pelos vitorianos, com dois golos que deram a cambalhota no marcador, depois de ter saltado do banco de suplentes ao minuto 78.
Surpresa
Chamado a jogo após quatro jogos sem ser utilizado na baliza do Vitória SC, Charles Silva respondeu com uma exibição 'monstruosa' para defender as redes da baliza do conjunto de Guimarães, dando uma 'prova de vida' a Luís Pinto para dizer que está bem presente no plantel dos vimaranenses, com as suas oito defesas a serem preponderantes para a reviravolta diante do Sporting rumo à final da Taça da Liga.
Desilusão
Rômulo Júnior não foi chamado para a titularidade por Rui Borges e demonstrou bem o porquê de ter ficado no banco de suplentes quando entrou para o lugar de Eduardo Quaresma, de forma forçada. O jovem defesa-central está diretamente ligado aos dois golos do Vitória SC, e 'enterrou' uma boa exibição defensiva dos seus companheiros de equipa, deitando tudo a perder para a turma de Alvalade na Taça da Liga.
Treinadores
Rui Borges
As lesões não podem ser desculpa para tudo, principalmente para um futebol 'rasca' e sem grande fio à meada. É verdade que, psicologicamente, não será fácil ser treinador do Sporting neste momento, e as duas lesões ao longo desta meia-final parecem ter sido o golpe final para a o 'míster das tascas'. Resultado que não é surpreendente, dadas as facilidades defensivas dos leões a partir do momento em que fica sem Eduardo Quaresma.
Luís Pinto
Um jogo com alma vitoriana, como o próprio disse após o final da partida. Foi mesmo na raça do Castelo que o Vitória SC conseguiu ir buscar uma final que parecia muito distante de qualquer universo paralelo no momento em que o quarto árbitro levantou a placa com os 11 minutos de compensação. Cartas lançadas do banco de suplentes foram acertadas, seja pela sorte ou pela competência do treinador.
Apesar de tudo, não faltou a identidade a este Vitória, que tem, assim, oportunidade de (voltar a) fazer o que ainda não foi feito até ao dia de hoje na história do clube.
Arbitragem
Luís Godinho não teve muitos lances que fossem dignos de 'casos de televisão', mas houve uma altura na segunda parte em que as coisas pareciam que iam descambar para o árbitro da AF Évora, quando os ânimos se começaram a exaltar, ainda com o resultado favorável ao Sporting. No entanto, conseguiu gerir bem as questões disciplinares e, devido às paragens, os 11 minutos de compensação acabam por se aceitar.
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