Artista terá sido violada por colega em cruzeiro atracado em Portugal

Dezembro 29, 2025 - 16:00
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Artista terá sido violada por colega em cruzeiro atracado em Portugal

Uma artista de 29 anos diz que foi violada e estrangulada por um colega da tripulação do navio de cruzeiro MSC Musica, enquanto este estava atracado em Portugal, no passado dia 6 de dezembro.

 

De acordo com vários sites internacionais, entre os quais a revista da especialidade Crew Center, as autoridades sul-africanas já estão a investigar o caso, uma vez que tanto vítima como suposto agressor são da cidade do Cabo.

A mulher, que cumpria um contrato de seis meses como pianista e vocalista no MSC Musica, que faz a rota entre Espanha e Portugal (mais precisamente entre Canárias e Madeira, até maio de 2026), acusou um homem que tocava com ela de a violar e tentar estrangular, em solo português.

A alegada vítima diz ainda que reportou a situação aos recursos humanos da empresa e à agência que a representa e que estes lhe disseram para "continuar a tocar com o agressor", seguindo a velha máxima "show must go on" (o espetáculo continua, em português). Mas ela recusou. Esteve mais de uma semana sem trabalhar. Posteriormente, decidiu regressar ao seu país e denunciar o caso às autoridades sul-africanas.

Segundo a mulher, "o comportamento inadequado" do colega, também músico, "começou com comentários de natureza sexual logo no início do contrato" e rapidamente "escalou para algo impróprio".

A artista garante que sempre recusou "educadamente", realçando que não queria "misturar negócios com prazer". "Tentei limitar o contacto, reduzir o tempo que passava no bar da tripulação para 10/15 minutos, mas tudo o que fiz foi infrutífero", contou aos jornais locais.

Seis dias após chegar ao navio, no fim de um espetáculo, foi perseguida até à cabine, apesar de ter dito "repetidamente" ao colega que estava cansada.

E foi nessa altura que o alegado agressor a forçou a ter relações sexuais, "sempre sobre protestos".

"Pedi para ele ir embora. Quando abri a porta, ele entrou à força, disse que ficaria apenas de 5 a 10 minutos mas acabou por se sentar na minha cama e recusou-se a sair. Nessa altura tocou-me de forma inapropriada e violou-me", assegurou, acrescentando que nem o facto de estar menstruada o fez afastar-se.

"Ele insistiu para que eu olhasse para ele, o que recusei a fazer. Quando terminou, foi embora como se nada tivesse acontecido", adiantou.

Alguns dias depois, no bar da tripulação, o homem voltou a atacá-la e, desta vez, em público. "Agarrou-me pelo pescoço, tentou estrangular-me. Depois disse 'boa noite' e sussurrou-me: 'Vou para a minha cabine', a sorrir, antes de ir embora", rematou a funcionária do MSC Musica.

A empresa de cruzeiros, uma das maiores e mais conhecidas do mundo, confirmou que o caso está a ser investigado "minuciosamente" tanto internamente como pelas autoridades.

A companhia de cruzeiros assegurou que tem uma política de "tolerância zero" para qualquer forma de agressão envolvendo passageiros ou tripulantes e que deu o devido apoio à vítima.

Já o suspeito ainda não terá reagido às acusações.

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