Arsenal-Chelsea termina com craque em lágrimas e 'troca de galhardetes'
O Arsenal tornou-se, esta terça-feira, na primeira equipa a garantir o acesso à final da Taça da Liga, graças ao triunfo conquistado sobre o Chelsea, no Emirates Stadium, por 1-0, que se seguiu a outro, em Stamford Bridge, por 2-3, pelo que irá, agora, aguardar pelo desfecho do embate entre Manchester City e Newcastle, para saber qual o próximo adversário que terá pela frente.
O internacional francês Wesley Fofana acabou por não conseguir conter as emoções, e foi mesmo visto a chorar, na hora de abandonar o relvado, circunstância que Paul Merson, 'lenda viva' dos gunners e atual comentador desportivo da estação televisiva britânica Sky Sports, aproveitou para tecer duras críticas à exibição assinada pelos blues, no dérbi londrino.
"Estou estupefacto. Eu não consigo acreditar naquilo que acabei de ver. O Chelsea não é uma equipa dos cinco últimos classificados, são os vencedores do Campeonato do Mundo de Clubes. Fofana está a chorar. E deveria chorar, porque eles nunca sequer tentaram vencer", começou por afirmar.
"Eles saíram vergados de uma meia final. Não funcionou. Que saiam de cabeça erguida, não saiam desta maneira. Eles jogaram numa segunda mudança. Isto é a meia final de uma taça. O Chelsea tem jogadores para jogar olhos nos olhos com o Arsenal, mas nem sequer tentaram", prosseguiu.
"Se eles tivessem perdido o jogo, por 3-0, mas tivessem remate atrás de remate e Kepa [Arrizabalaga] tivesse sido brilhante... Isso é que era. Eu participei em jogos como este, nos quais sais e pensas 'Nós acabámos de ser amassados e nem sequer tentámos verdadeiramente", completou o ex-médio, de 57 anos de idade.
"Alejandro Garnacho entrou e passou a bola para trás e para o lado sempre que a recebeu"
Jamie Redknapp, companheiro de painel de Paul Merson, também 'disparou' sobre a prestação do Chelsea: "Se tivessem aparecido, hoje, e não soubessem qual era o resultado, teriam pensado que o Chelsea estava a vencer, pela maneira como disputou o jogo, com uma linha de seis na defesa, fechado e a procurar explorar o contra-ataque".
"Eu percebo totalmente qual era o plano, mas chega uma altura na qual tens de levar a emoção para o jogo. É uma meia final, tens de atacar. Ter dois remates à baliza numa meia final não é bom o suficiente. É pensar demasiado na vertente tática, tens de tentar", refletiu o ex-jogador de clubes como Liverpool ou Tottenham.
"Os dois ou três últimos minutos daquele jogo foram um bom exemplo da maneira como o Chelsea não fazia ideia do que fazer. [Alejandro] Garnacho entrou, para os últimos 15 ou 20 minutos, e passou a bola para trás e para o lado sempre que a recebeu", acrescentou.
"Eu já fui comentador desportivo, é fácil"
Quem não concordou, de todo, com estas observações, foi o próprio treinador do Chelsea, Liam Rosenior, que, em conferência de imprensa, respondeu à letra: "Eu já fui comentador desportivo, é fácil falar depois. Seu eu partir para o jogo a atacar e a pressionar muito alto, as pessoas vão perguntar o que é que eu estou a fazer".
"Podes pressionar por todo o relvado, marcar homem a homem e, depois, vencer por 2-0 ou perder por 0-2. Eu senti que o aspeto psicológico do empate também era muito importante. Aos 60 minutos, lancei o Cole [Palmer] e o Estêvão, e o jogo abriu, pelo que tivemos os nossos momentos, dentro e fora da grande área", sublinhou.
"O golo deles surge quando estamos a dar tudo. Isso pode acontecer, mas temos de garantir que retiramos os pontos positivos do jogo. Ainda assim, estamos aqui para apresentar resultados. A realidade do meu emprego é que, se perco jogos, vou ser criticado, e, se venço, sou um génio. Normalmente, estou no meio", concluiu.
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