Apoio de Eanes a Seguro e críticas de Ventura marcam 2.º dia de campanha
O candidato presidencial António José Seguro arrancou o segundo dia de campanha com uma ida ao Café Central em Almada, distrito de Setúbal, onde pediu aos portugueses que votem "faça sol ou faça chuva", para que vença a moderação e seja eleito um Presidente da República "que não divide e quer unir".
O candidato mais votado na primeira volta das presidenciais, de 18 de janeiro, demorou-se em conversas com jovens e cidadãos mais velhos que o foram abordando e reiterou apelos para os portugueses irem às urnas em 08 de fevereiro.
Seguro revelou aos jornalistas que na quarta-feira visitou a região de Leiria para ver os impactos da tempestade, referindo que o fez desta forma para não interferir nas ações da Proteção Civil e para não fazer campanha com este tema.
Seguro acabou por cancelar uma sessão de campanha prevista para a noite de hoje em Almeirim, distrito de Santarém, devido aos efeitos da tempestade na região.
O candidato presidencial André Ventura começou o dia de campanha em Cantanhede, distrito de Coimbra, também afetado pelo mau tempo.
Ventura visitou a empresa de venda de frutas Taipina Export e aproveitou a ação para tecer críticas à resposta do Governo aos efeitos da tempestade.
O também líder do Chega defendeu que o executivo de Luís Montenegro devia ter decretado mais cedo a situação de calamidade, acusou o executivo e o atual Presidente da República de "um certo desaparecimento", dizendo que nestas alturas os políticos "devem estar presentes" junto das populações.
Ventura comentou a visita de hoje do primeiro-ministro a áreas afetadas afirmando que Luís Montenegro "já devia ter tomado essa iniciativa" e considerando inaceitável algumas zonas do país continuarem sem comunicações há várias horas.
"Eu espero que todos os organismos do Estado sejam envolvidos nisto, desde as forças de proteção civil, que já estão a ser envolvidas, às forças municipais, inclusive as forças armadas, se necessário, para participarem neste esforço coletivo de apoio", apelou o candidato presidencial e líder do Chega.
A postura de António José Seguro em relação às consequências da tempestade no país foi elogiada hoje pelo líder parlamentar do PSD, Hugo Soares.
Em declarações aos jornalistas no parlamento, o líder da bancada social-democrata distinguiu o comportamento do candidato apoiado pelo PS da atitude da oposição, cujas críticas à atuação do Governo disse revelar "falta de preparação e de maturidade" para governar.
Hugo Soares sublinhou a opção de Seguro ter visitado as zonas afetadas "sem grande alarido, com responsabilidade".
O dia ficou também marcado pela manifestação de apoio de António Ramalho Eanes a Seguro, com quem o antigo Presidente da República diz identificar-se "no pensamento democrático" e partilhar o entendimento sobre as competências e o exercício da função de chefe de Estado.
Ramalho Eanes recebeu Seguro no seu gabinete, em Lisboa, e, numa nota à agência Lusa, referiu que, "respeitando todos os Portugueses", mesmo os que não entendem a democracia da mesma forma, manifestou o apoio ao candidato mais votado na primeira volta.
Também o ex-líder do PSD Rui Rio voltou hoje a reforçar que votará em Seguro na segunda volta.
Depois de revelar o apoio em entrevista à CNN na quarta-feira à noite, o mandatário de nacional de Henrique Gouveia e Melo na primeira volta salientou hoje o sentido de Estado do ex-secretário-geral do PS no tempo da 'troika', lembrando numa entrevista à RTP 3 que essa posição valeu a Seguro críticas no interior do "seu próprio partido" por não fazer uma oposição forte ao Governo do PSD/CDS-PP.
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