António Filipe garante que em momento algum renegará origem política
"Foram aqui feitas referências ao meu partido, à minha origem política, que eu em momento algum renegarei (...) As convicções políticas que tenho e que são conhecidas, essas não ficam à porta das eleições presidenciais", afirmou António Filipe, num discurso durante uma sessão com apoiantes na biblioteca municipal de Aveiro.
Acrescentou ainda: - "Eu não faço aqueles números de agora que vou pegar no cartão do partido e vou entregá-lo na sede e depois, quando acabar as presidenciais, vou lá buscá-lo, isso não faz sentido".
Perante uma sala cheia na biblioteca, o candidato presidencial apoiado pelo PCP e pelo PEV disse que as pessoas "têm que mostrar aquilo que são".
"Não é por fazerem esses números mais ou menos de ilusionismo que as pessoas deixam de ser julgadas pelos portugueses por aquilo que foram, por aquilo que são, por aquilo que sempre defenderam, por aquilo que defendem para o presente e para o futuro de Portugal. Portanto, eu não tenho medo desse juízo por parte dos cidadãos", realçou.
Mas, segundo António Filipe, a sua candidatura não se "circunscreve a fronteiras partidárias".
"É verdade que tem o apoio do meu partido, tem o apoio formal também do Partido Ecologista 'Os Verdes', mas há muitos cidadãos sem filiação partidária a quem eu não pergunto a quem votaram em eleições anteriores, sejam presidenciais, autárquicas ou legislativas, e que se identificam com esta candidatura", afirmou o ex-deputado comunista.
"Mas há uma questão que considero essencial, que é a identificação com os valores da Constituição e a compreensão daquilo que deve ser o papel do Presidente da República e que é o que faz com que muita gente, com diversas filiações partidárias e convicções partidárias, se identifiquem com esta candidatura, porque se identificam fundamentalmente com os valores de Abril que estão consagrados na Constituição e que devem ser afirmados", salientou ainda durante o discurso.
Esta noite em Coimbra, António Filipe realiza o primeiro comício desta campanha eleitoral para as eleições de 18 de janeiro.
Concorrem às presidenciais 11 candidatos, um número recorde e a campanha eleitoral decorre até 16 de janeiro.
Os candidatos são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.
Esta é a 11.ª eleição, em democracia, desde 1976, para o Presidente da República.
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