António Filipe critica Governo por não encontrar soluções para a falta de professores

Setembro 17, 2025 - 14:00
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António Filipe critica Governo por não encontrar soluções para a falta de professores

Lisboa, 17 set 2025 (Lusa) - O candidato presidencial António Filipe criticou hoje o Governo por não encontrar soluções para a falta de professores e alertou para as consequências do que considera ser um processo de "degradação" da escola pública no país.

"Apesar de o Governo procurar desvalorizar essa questão ela é muito relevante, é um número muito significativo dos nossos estudantes que professam sem aulas a várias disciplinas, precisamente por falta de professores, e que o Governo não tem encontrado solução para este problema", disse, após um encontro com a Federação Nacional dos Professores (FENPROF), em Lisboa.

O candidato às presidenciais apoiado pelo PCP disse partilhar com a organização sindical as preocupações manifestadas em relação ao início do ano letivo, em particular sobre a falta de professores.

António Filipe afirmou que vê com preocupação a "situação da escola pública", alertando para um processo de "degradação" que é "suscetível de ter consequências muito graves relativamente ao futuro do país, porque põe em causa a qualificação necessária das futuras gerações para o país desenvolver-se".

Na passada quinta-feira, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) afirmou, em audição parlamentar, que o ano letivo começou com 6.000 alunos do 1.º Ciclo sem professor, que provavelmente vão ser distribuídos por outras turmas.

Os números foram avançados pelo secretário-geral da Fenprof, José Feliciano Costa, que confrontou os deputados sobre o risco de algumas disciplinas ficarem sem professores se nada for feito em tempo útil.

"Hoje estão ativos na contratação de escola mais de 1.300 horários, significa que não estão preenchidos", acrescentou.

Esta terça-feira, sobre a falta de professores em algumas regiões do país, o ministro da Educação disse que o Governo está a colocar mais professores nas escolas, que estavam a fazer outras coisas e estão a voltar para preencher horários vagos.

"Tínhamos mais de dois mil professores que estavam em Câmaras Municipais, em imensas entidades e que eram precisos nas escolas. A regra que assumimos foi 'quem é preciso na escola, volta para a escola'. (...) Se depois a pessoa, de facto, for precisa noutro serviço, a mobilidade é dada. Se não, a prioridade é dar aula, foi o critério que definimos", enfatizou.

TYRS (AH) // SF

Lusa/fim

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