António Costa admite que "desafios permanecem" na Síria
"Um ano após a queda do regime de Assad, os sírios estão a dar passos rumo a um futuro mais estável e inclusivo. A UE está ao lado da Síria, apoiando um processo pacífico liderado pelos sírios e centrado na justiça, na reconciliação e nos direitos de todos os sírios", escreveu António Costa na rede social X.
Assinalando a data, António Costa adiantou: "Os desafios permanecem, mas estamos empenhados no diálogo político, no apoio humanitário urgente e na recuperação e reconstrução da Síria".
Após quase 14 anos de guerra na Síria, grupos armados liderados pela Organização para a Libertação do Levante (Hayat Tahrir al-Sham, HTS) - anteriormente afiliada ao grupo terrorista Al-Qaida - tomaram Damasco em 08 de dezembro de 2024 e depuseram o Presidente Bashar al-Assad, que fugiu para a Rússia.
Desde 2011, a UE e os seus Estados-membros -- os principais doadores de ajuda a nível mundial -- mobilizaram cerca de 37 mil milhões de euros em ajuda humanitária, ao desenvolvimento, à economia e à estabilização da crise síria.
Estima-se que os anos de conflito na Síria tenham levado à deslocação de cerca de metade da população, tanto dentro como fora do país, e que o número de pessoas que necessitam de assistência humanitária tenha chegado aos 16,7 milhões de pessoas em 2024, um máximo histórico desde o início da crise em 2011.
Um ano após a queda de Bashar al-Assad, a Síria vive uma transição ainda instável: a nova liderança procura reconstruir instituições e restaurar a ordem, enquanto o país continua marcado por tensões internas, desafios humanitários e pressão internacional para consolidar a paz.
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