Antigo assessor do Partido Trabalhista prevê queda de Starmer em maio

Fevereiro 13, 2026 - 17:00
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Antigo assessor do Partido Trabalhista prevê queda de Starmer em maio

Sinclair, que trabalhou com o antigo primeiro-ministro Gordon Brown, sublinhou que "a única coisa que mantém Starmer no poder é que o partido não se entende sobre quem o deve suceder e ninguém quer o lugar antes de maio, que vai ser um desastre". 

 

O cronista do jornal Daily Mail previu que o líder trabalhista não vai sobreviver às eleições locais e regionais de maio, e que a situação pode ser agravada por revelações adicionais dos documentos de Epstein sobre Peter Mandelson.

Sinclair, que falava em Londres num encontro com jornalistas estrangeiros, comparou a impopularidade de Starmer ao antigo presidente socialista francês François Hollande, que "subiu ao poder numa vaga contra a direita, mas entrou sem plano, acabando com o partido". 

"Acho que o mesmo pode suceder com o Partido Trabalhista", alertou, referindo que perder o controlo do País de Gales, tal como já sucedeu com a Escócia nos anos 2000, e o declínio do movimento sindical representam uma "verdadeira crise existencial".

Sobre sucessores, Sinclair descartou o ministro da Saúde Wes Streeting, "popular no Parlamento, mas não nas bases", Angela Rayner, com problemas pessoais e fiscais, e Ed Miliband. 

O antigo assessor apostou numa "mudança total", sugerindo o ex-fuzileiro escocês e ministro das Forças Armadas, Al Carns, um "herói de guerra e sem nódoas", a ministra do Interior, Shabana Mahmood, ou o ministro da Defesa, John Healey.

Keir Starmer, eleito há 19 meses, está sob pressão depois de ter admitido que aprovou a nomeação de Peter Mandelson para embaixador britânico nos Estados Unidos apesar de saber que Mandelson manteve contacto com o pedófilo norte-americano Jefrey Epstein, condenado em 2008 por aliciar uma rapariga de 14 anos para ter relações sexuais.

Peter Mandelson foi demitido do cargo de embaixador em setembro de 2025, após a publicação de documentos que detalhavam a extensão dos laços que manteve com Epstein, que morreu na prisão em 2019, em Nova Iorque, Estados Unidos.

Documentos recentemente divulgados reacenderam a controvérsia porque indicam Mandelson terá passado informações confidenciais a Jeffrey Epstein quando era ministro de Gordon Brown, levando a polícia britânica a abrir uma investigação.

Entretanto, o chefe de gabinete do primeiro-ministro Morgan McSweeney e o diretor de comunicação Tim Allan demitiram-se, enquanto o líder do Partido Trabalhista escocês, Anas Sarwar, pediu a demissão de Starmer.

Mas vários ministros defenderam a permanência e nenhum rival tentou desencadear uma corrida à liderança, o que implica conseguir o apoio de pelo menos 80 dos 404 deputados trabalhistas.

Leia Também: Secretário de gabinete de Keir Starmer sai por "mútuo acordo" 

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