Anísio Cabral escreveu epopeia lusitana e Portugal subiu ao topo do mundo

Novembro 28, 2025 - 09:00
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Anísio Cabral escreveu epopeia lusitana e Portugal subiu ao topo do mundo

Histórico, épico, inacreditável, incrível. Faltam adjetivos para descrever aquela que foi mais uma página de ouro na história do futebol português. Foi no Khalifa Internacional Stadium, em Doha, no Qatar, que o nome de Portugal subiu ao topo mais alto do mundo.

 

Agarrados à esperança, resiliência e paixão pelo seu país, um conjunto de jovens, liderado por Bino Maçães, agigantou-se e elevou bem alto o futebol português com uma conquista histórica e inédita do Campeonato do Mundo de sub-17.

Depois de ter assegurado a final do Mundial da categoria pela primeira vez, ao ser mais feliz no desempate por penáltis (6-5), diante do Brasil, um golo anotado por Anísio Cabral frente à Áustria, ao minuto 32, foi suficiente para que os guerreiros portugueses fizessem sorrir 10 milhões de compatriotas neste país à beira mar plantado.

O segundo tempo trouxe alguns calafrios e obrigou a uma maturidade muito elevada por partes dos portugueses. Apesar do susto, Portugal juntou o título mundial ao europeu, assegurando o terceiro cetro a nível mundial, depois das conquistas no escalão de sub-20, em 1989, na Arábia Saudita, e 1991, em Portugal.

Bino Maçães, que era um dos jogadores presentes na primeira e, até então, melhor campanha de Portugal nesta competição - o terceiro lugar em 1989, viu os seus, e os nossos meninos, a brilharem lá longe, no Médio Oriente. Menos de seis meses depois do título de campeão da Europa sub-17 arrecadado na Albânia, estes jovens voltaram a ser heróis da nossa nação e a provar que temos mais uma geração de ouro (e conquistadora) pela frente.

Mas vamos às notas desta partida:

Figura

Anísio Cabral é a figura proeminente nesta vitória, mas atrás de si estiveram outros tantos guerreiros que contribuíram para a histórica conquista. Terminou o Campeonato do Mundo com sete remates certeiros e o segundo lugar na lista de goleadores da competição.

Surpresa

Mauro Furtado esteve ligado ao lance que acabou por ser histórico para Portugal. Imperial na defesa e com qualidade na saída de bola, foi seu o passe  deu início à jogada do golo de Anísio Cabral.

Desilusão

Jakob Werner é o criativo da equipa da Áustria, mas ficou um pouco engolido pelo trabalho do meio-campo português. Anulá-lo foi essencial para a estratégia portuguesa.

Treinadores

Bino Maçães

A equipa manteve a maturidade que vinha apresentando ao longo deste Campeonato do Mundo e resgatou o título inédito nesta categoria. Os jovens portugueses foram audazes na primeira parte e conseguiram marcar o golo. Apesar da alguma pressão adversária na segunda parte, conseguiram agarrar este resultado absolutamente histórico.

Hermann Stadler

Percurso extraordinário dos austríacos até está final. Tinham eliminado a Itália na meia final e sofreram apenas um golo até ao jogo decisivo. Faltou alguma 'ratice' para contrariar a maior experiência portuguesa. Ainda assim, os austríacos somaram um par de ocasiões de perigo que obrigaram Romário Cunha a boas defesas.

Arbitragem

Trabalho positivo da equipa liderada pelo peruano Bruno Pérez. Esteve bem ao validar o golo de Anísio Cabral, dado parece que não existir fora de jogo. De resto, deixou fluir o jogo e mostrou cartões amarelos de forma acertada.

Leia Também: Está feito, miúdos! Portugal faz história e é campeão do mundo sub-17

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