André Ventura "estupefacto" com "os apoios dos notáveis" a Seguro

Janeiro 20, 2026 - 20:00
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André Ventura "estupefacto" com "os apoios dos notáveis" a Seguro

O candidato presidencial André Ventura propôs esta terça-feira realizar três debates com António José Seguro, um em cada televisão (RTP, SIC e TVI) e em cada semana até à segunda volta das eleições, que se realiza a 8 de fevereiro.

 

Numa ação de campanha em Sacavém durante a tarde, André Ventura afirmou que tem a informação de que o seu "adversário está a preparar-se para evitar debates nesta segunda volta" ou que "só quer fazer um debate". O candidato a Belém, note-se, não adiantou onde obteve a informação e realçou que não tem a certeza da sua veracidade.

"Se esta informação for verdadeira eu lamento muito, mas acho que os portugueses também terão de fazer essa avaliação: porque é que um candidato tem medo de debater comigo?"

Contudo, pondo em cima da mesa esta possibilidade, Ventura atirou: "Isto não é para medrosos, nem é para medricas. Isto é para lutar pelo país a sério. Nós não podemos querer ir à segunda volta das presidenciais e querer fugir dos debates".

O também presidente do Chega revelou ainda que esta terça-feira viu António José Seguro e o desafiou "para um debate sobre Saúde, especificamente, e esse debate foi rejeitado".

"Quando ele quiser, onde ele quiser, nos moldes que ele quiser, quero lançar-lhe o desafio para que tenhamos três debates em todos os canais ao longo destas três semanas e para que tenhamos um debate específico para a saúde", propôs André Ventura, argumentando que os portugueses não querem "conversa fiada" ou "da treta".

Na mesma conversa com os jornalistas, o candidato a Belém comentou também as sucessivas declarações de apoio a António José Seguro que têm surgido desde a noite eleitoral no domingo.

André Ventura admitiu estar "estupefacto" com "os apoios dos notáveis" a Seguro.

"Não deixo de ver com alguma estupefação pessoas que andaram toda a vida a dizer que queriam combater o PS, ao primeiro momento que o sistema é posto em causa correm para os braços do PS", comentou. "Isso de alguma forma até é clarificador, porque mostra aquilo que andamos a dizer há seis anos. Só há um movimento anti-sistema em Portugal: é este", afirmou, referindo-se ao Chega.

À medida que os políticos "se enrolam uns atrás dos outros, que se atrapalham uns atrás dos outros" para apoiarem a candidatura de Seguro, Ventura considerou que "mostram bem" como o sistema está "corrompido" e "fechado" e como esta "é a primeira vez em 50 anos" que pode ser quebrado.

"Estou-me nas tintas para os notáveis", atirou. "Eu quero o povo português e quero aqueles que não querem regressar ao fantasma, ao desastre, ao empobrecimento do PS [...]. Agora sim, temos a luta pela alma do nosso país como nunca tivemos", considerou ainda.

Para Ventura, o resultado na primeira volta das eleições Presidenciais "não foi a derrota de ninguém, foi a vitória de dois projetos", que agora se vão defrontar no próximo dia 8 de fevereiro.

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