André Pestana condena "tentativa de golpe de Estado" na Venezuela

Janeiro 3, 2026 - 17:00
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André Pestana condena "tentativa de golpe de Estado" na Venezuela

"Apesar do falso pretexto de controlar o 'narcotráfico', todos sabemos que este ataque e tentativa de golpe de Estado é basicamente para que as empresas norte-americanas possam controlar totalmente e fazer negócio com as grandes riquezas da Venezuela (como combustíveis fósseis e minerais raros)", afirmou André Pestana, em comunicado.

 

O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou hoje um "ataque em grande escala" na Venezuela para a captura do chefe do Estado venezuelano, Nicolás Maduro, que foi retirado à força do país.

"Como já tinha afirmado publicamente, não me identifico de todo com o regime de Maduro mas este ataque é um ataque ao povo venezuelano e a todos os povos, à sua independência e soberania, e como tal tem de ser claramente repudiado e condenado como uma intolerável agressão militar", defendeu André Pestana.

O candidato às eleições presidenciais de 18 de janeiro considera que este ataque, que, na prática, é um "golpe de Estado na Venezuela", abre "um perigoso precedente (à semelhança do ataque/invasão da Rússia à Ucrânia), onde impera a 'lei do mais forte', independentemente da vontade das populações".

"Isto, além de injusto, aumenta o risco de mais guerras e conflitos não só na Venezuela (onde vivem muitos milhares de portugueses) mas também em todo o mundo", alertou.

De acordo com André Pestana, perante o ataque de Trump à Venezuela, que considera destina-se a "aumentar o lucro das empresas" norte-americanas, "não pode haver dúvidas".

"Por isso, o atual Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, o Governo português e todos nós (incluindo os candidatos presidenciais) devem condenar inequivocamente este ataque dos EUA à Venezuela", vincou.

Para o sindicalista, não pode haver "dois pesos e duas medidas" perante as agressões à soberania dos povos.

"Hoje é a Venezuela a ser atacada por Trump, amanhã pode ser a Gronelândia ou qualquer outra região do planeta que Trump cobice", acrescentou, lembrando que "qualquer silêncio, neutralidade perante este ataque é ser cúmplice do agressor".

O Governo de Caracas denunciou uma "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos, após a ocorrência de explosões na capital durante a noite, e decretou o estado de exceção.

É desconhecido, para já, o paradeiro de Nicolás Maduro.

A procuradora-geral norte-americana, Pam Bondi, indicou que Nicolás Maduro e a mulher, Cilia Flores, alegadamente retirados à força da Venezuela e detidos por forças norte-americanas, "enfrentarão em breve a Justiça americana em solo americano e em tribunais americanos".

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