"Almirante não procura garantir os votos de partido nenhum", diz Isaltino
"Seja o André Ventura, seja o Marques Mendes, seja o Cotrim Figueiredo, seja o António José Seguro, todos eles estão a apelar, essencialmente, aos votos no seu partido. E em relação, por exemplo, àquilo que é a governação, uns colam-se ao Governo, porque estão, digamos, ligados ao partido do Governo. Outros estão contra o Governo, porque os seus partidos também estão contra o Governo", afirmou.
Para Isaltino Morais, que hoje se juntou a Gouveia e Melo em Santo Tirso, no distrito do Porto, depois de ter participado, há uma semana, no almoço de arranque oficial da sua campanha, a situação do candidato é "única em Portugal", por que se deu a circunstância de a generalidade dos partidos terem os seus candidatos.
Questionado pelos jornalistas sobre quem é o grande adversário do ex-chefe do Estado-Maior da Armada na corrida a Belém, Isaltino Morais respondeu que são todos, sublinhando que o candidato se distingue por não procurar garantir os votos de nenhum partido.
"Cada candidato procura os votos, garantir os votos do seu partido, não é? O almirante não procura garantir os votos de partido nenhum. O almirante procura garantir os votos dos portugueses. Portanto é essa a diferença entre todos estes candidatos", sublinhou.
Os jornalistas questionaram ainda Isaltino Morais sobre que conselhos tinha dado a Gouveia e Melo, tendo em conta a sua experiência política, ao que este respondeu que o almirante não precisa de conselhos, porque age com sinceridade, ao contrário de outros, que se comportam como autómatos.
"Ele [Gouveia e Melo] quando dá um beijo, beija, quando abraça, abraça. E alguns fazem isso de uma forma autómata [...], sem aquela adesão, aquela sinceridade que é fundamental e as pessoas sentem isso", afirmou.
E prosseguiu: "É indiscutível que as pessoas veem que há sinceridade nele, que aquelas ideias de lhe colar imagens de autoritário, ainda ontem alguém lhe chamava e dizia que era colérico, quer dizer, etiquetas que nada têm a ver com aquilo que é o posicionamento de um candidato a Presidente da República, e, portanto, anda na rua com uma tranquilidade, com uma naturalidade, sem fingir".
Para o presidente da Câmara de Oeiras, no dia 18 de janeiro, os portugueses "precisam ter um discernimento para, quando chegarem à urna, fazerem a escolha que se impõe", pois uma vez entregue o voto já não é possível voltar atrás.
"Eu não tenho dúvidas, é isso que eu apelo aos portugueses, é que pensem o que é que fariam, o que é que teria acontecido durante a pandemia se qualquer um dos candidatos a Presidente da República tivesse estado no papel do almirante Gouveia e Melo. Nessa altura não vi um político capaz de resolver o problema. Agora não são capazes de resolver sequer as macas, quanto mais uma pandemia como foi a Covid-19", criticou.
Questionado, ainda, se considera que o almirante tem pouco apoio dos autarcas, Isaltino Morais respondeu: "Há muitos autarcas que estão ao lado de Gouveia e Melo, mas que não se pronunciam. A disciplina partidária é uma chatice", concluiu.
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