"ADN do Manchester United é não cortar o cabelo antes de cinco vitórias"
Gabriel Agbonlahor, ex-internacional inglês que se destacou ao serviço do Aston Villa (somou 87 golos e 37 assistências ao cabo dos 391 jogos nos quais foi utilizado, entre 2005 e 2018), compareceu, esta quarta-feira, na rádio britânica talkSPORT, onde se debruçou sobre a já oficializada demissão de Ruben Amorim do comando técnico do Manchester United.
O agora comentador desportivo, de 39 anos de idade, não poupou nas críticas tecidas aos red devils, mas, sobretudo, a Gary Neville, 'lenda viva' do clube, que, na véspera, defendeu, publicamente, que o próximo passo de ser encontrar um treinador que possua o "ADN do Manchester United", na tentativa de colocar um ponto final na crise desportiva que se instalou em Old Trafford, desde a saída de Sir Alex Ferguson, em 2013.
"Gary Neville disse que o Manchester United tem de contratar um treinador que encaixe no ADN do clube. Isto levou-me a pensar no que é um treinador com ADN do Manchester United. Deixem-me que vos diga. É agitar cachecóis do Norwich City no ar após cada derrota. É não cortar o cabelo até alcançar cinco vitórias consecutivas", começou por afirmar.
"É perder uma final europeia para o Tottenham. É despedir funcionários para poupar dinheiro, para depois despedir treinador e acumular uma fatura de mais de 30 milhões de libras [34,7 milhões de euros]. É ter Mark Goldbridge a gritar na cave da mãe. É ter um estádio que está a cair aos pedaços", prosseguiu.
"É ter cada antigo jogador a ter o raio do seu próprio podcast. É perguntar 'O que faria Fergie?'. É aumentar o preço dos bilhetes para miúdos. É perder por 7-0, com o Liverpool. É almoços de marmita para os funcionários. É gritar 'Ataque, ataque, ataque', quando estás na retranca, contra equipas do fundo da tabela", completou.
No entanto, não se ficou por aqui: "É contratar antigos jogadores para cobrir a confusão no clube e chamar-lhe um regresso ao ADN. E uma última... É ter equipas a vencer duas vezes contra ti, temporada após temporada. Que piada, que motivo de chacota de clube de futebol. Ponto final".
"Solskjaer de volta ao Manchester United é embaraçoso"
Nesta mesma intervenção, Gabriel Agbonlahor mostrou-se incrédulo com os rumores que dão conta da possibilidade de Ole Gunnar Solskjaer poder voltar ao Manchester United, para suceder a Ruben Amorim, pelo menos, até ao final da presente temporada de 2025/26, sublinhando: "É embaraçoso".
"Quando eu vi as notícias de que Solskjaer pode voltar... É um motivo de chacota de clube. Os adeptos do Manchester United ficaram aliviados quando Solskjaer foi despedido [em 2021]. Nós temos as mensagens. Toda a gente ficou entusiasmada quando ele foi despedido. Passaram-se três anos e vão trazê-lo de volta?", rematou.
Certo é que, por enquanto, será Darren Fletcher, até agora treinador dos sub-18, a orientar a equipa principal dos red devils, (pelo menos) no encontro da 21.ª jornada da Premier League, perante o Burnley, no Turf Moor, que está agendado para as 20h15 (hora de Portugal Continental) desta quarta-feira.
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