Abel pede calma no Palmeiras: "Pediram-me um título e ganhámos dez"

Janeiro 18, 2026 - 15:00
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Abel pede calma no Palmeiras: "Pediram-me um título e ganhámos dez"

Três jogos, três vitórias. O Palmeiras deu, na madrugada de sábado para domingo, continuidade àquele que se tem revelado um arranque de temporada 'imaculado', no Campeonato Paulista, ao levar de vencida o Mirassol, por 1-0, graças a um golo assinado por Flaco López, à passagem dos 72 minutos.

 

O Verdão lidera, assim, provisoriamente, a tabela, com nove pontos conquistados em nove possíveis, mais três do que Bragantino (que ainda tem encontro marcado com o Botafogo de São Paulo), Grêmio Novorizontino e Primavera (depois de os primeiros terem levado de vencida os segundos, por 3-4). Ainda assim, na conferência de imprensa que se seguiu ao apito final, Abel Ferreira alertou para a importância de manter os pés assentes no chão.

"Nunca prometi títulos, nem vou prometer. Eu digo é que temos uma equipa competitiva, e vamos lutar. Sei os recursos que tenho, e vou trabalhar para isso. Pediram-me um título e ganhámos dez. Se dividissem os títulos por anos, não estavam a dizer o que me dizem. É uma equipa competitiva", atirou, em declarações reproduzidas pelo portal brasileiro Globoesporte.

"Estamos quase, mas temos de chegar lá, e temos de ver como chegamos. Saiu o [Richard] Ríos, o Estêvão, contratámos 11 jogadores e vamos continuar no caminho. Não vou prometer o que não posso. Prometo uma equipa competitiva, que luta por títulos", acrescentou, perante os jornalistas, na Arena Barueri.

O treinador português, recorde-se, chegou ao emblema paulista em 2020, proveniente do PAOK. Desde então, conquistou duas Taças Libertadores, uma Supertaça Sul-Americana, dois Brasileirões, uma Taça do Brasil, uma Supertaça do Brasil e ainda três Campeonatos Paulistas, perfazendo os deus troféus que referiu.

"Se não ganhar títulos, eles vão ser aplaudidos?"

Nesta mesma conferência de imprensa, Abel Ferreira enalteceu a aposta em jogadores da formação, como foi o caso de Arthur Gabriel (lateral-esquerdo de 20 anos de idade) e Luís Pacheco (médio-defensivo de 17 anos de idade), mas sublinhou que o trabalho não pode ficar por aqui, e tem de ser complementado com troféus.

"Se não ganhar títulos, eles vão ser aplaudidos? Essa é a nossa função. O Arthur não cruza, ele passa. Os grandes protagonistas são os jogadores, e o treinador tem de falar, incentivar... E temos de olhar para jogadores como o Arthur, que não cruza, passa. Ele fez uns sete passes", sublinhou o ex-internacional luso.

"O Pacheco também é muito bom, mas aqui é assim. Não vejo nenhum treinador a fazer isto. Nós ganhámos muito dinheiro a vender jogadores... O que mais queremos, aqui - e temos responsabilidade financeira, mas ninguém quer saber disso - é títulos. Temos de continuar a ser uma equipa competitiva, mas com responsabilidade", acrescentou.

O Verdão vira, agora, todas as atenções para o encontro da quarta e penúltima jornada da fase regular do Campeonato Paulista, perante o Grêmio Novorizontino, que está agendado para as 23h00 (hora de Portugal Continental) da próxima terça-feira, no Estádio Jorge Ismael de Biasi. Já no sábado, receberá o eterno rival, o São Paulo, às 21h30.

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