"A tempestade já tem uma vítima no Governo"
"A tempestade já tem uma vítima no Governo: a ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, demitiu-se e sinceramente nunca se mostrou confortável como ministra. Pode ter sido uma boa Provedora da Justiça em que os assuntos são tratados em gabinete, com análise dos dossiers e com algum tempo para dar resposta. Todavia, pelo que aconteceu não mostrou liderança, parecendo alheada do que estava a acontecer.
Os erros na gestão destas tempestades, o não aparecer e dar a cara foram-lhe fatais. A política cada vez mais exige proximidade e empatia.
A sua imagem já estava manchada desde o verão, quando uma onda de incêndios florestais atingiu o país, mas o que aconteceu neste inverno, com uma sucessão de tempestades históricas, foi o golpe final.
Não tem estaleca nem perfil para o cargo. Cada vez mais, no futuro, um ministro da Administração Interna terá relevância, pelas alterações climáticas, pela segurança dos portugueses, pela capacidade de conseguir responder a ocorrências deste género.
Ontem demitiu-se, coincidência ou não, quando foi publicado o artigo de opinião, assertivo e contundente de Gouveia e Melo. Todavia, penso que o timing teve que ver com o debate desta quarta-feira no Parlamento [que entretanto foi adiado para sexta-feira], deste modo, livrou Luís Montenegro de mais sarilhos e empecilhos. É menos uma dificuldade.
Luís Montenegro, no debate na Assembleia da República, vai ser confrontado pela oposição e terá explicar a forma como lidou com estas tempestades. Mas já está livre do peso da ministra invisível deste Governo.
A posição de Luís Montenegro posição saiu um pouco enfraquecida pela lenta resposta do seu Governo ao impacto inicial da tempestade Kristin."
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