A "política do empadão" e a "Rainha de Inglaterra": Eis o último debate
O último debate antes das Eleições Presidenciais de 8 de fevereiro ficou marcado, sobretudo, pelos temas da Saúde, da Imigração, da Reforma Laboral e de uma possível alteração à Constituição, com críticas e acusações constantes entre os candidatos.
Ao longo dos 75 minutos, iniciados por António José Seguro, o candidato defendeu que veio "para unir, para cuidar do nosso chão comum" e ser "um Presidente que dialoga". Quando questionado, por André Ventura, sobre o porquê de não aceitar mais debates foi taxativo: "Só preciso de um debate porque só tenho uma opinião sobre cada assunto", afirmando que Ventura precisa debater a cada mudança de opinião.
Já no final do debate apontou que o seu adversário pratica uma "política do empadão" onde "mistura tudo, sem factos e baseado nas perceções".
Seguro afirmou que não é necessário alterar a Constituição, que vetará a Lei Laboral se chegar a Belém exatamente como está, que o atual modelo de economia do país exige a mão-de-obra de estrangeiros e que Portugal tem de reforçar a sua Defesa e segurança. O candidato reiterou ainda que a prioridade do seu primeiro ano de mandato "será a Saúde - a tempo e horas para todos os portugueses".
Do outro lado da mesa, André Ventura reiterou (em quase todas as suas intervenções) que o seu adversário não tinha um plano para a Presidência e que estava mal preparado para o cargo.
O candidato foi até mais longe, afirmando que os apoios a António José Seguro não eram reais: "Isto é sobre cancelarem-me a mim e cancelarem o projeto de rutura do sistema". Aliás, defendeu que o Governo quer a eleição de Seguro porque será "uma espécie de rainha de Inglaterra". "E nós não precisamos de rainhas de Inglaterra, nós precisamos de um Presidente que defenda o povo português", acusou o presidente do Chega.
Quanto ao tema da reforma laboral, André Ventura admitiu que também vetará a lei se chegar a Belém conforme está. No tema da revisão constitucional, defendeu que é preciso alterar o documento no que toca a subvenções vitalícias, o enriquecimento ilícito de titulares de cargos políticos e nomeações para altos cargos feitas por partidos.
O candidato afirmou ainda querer alterar a lei de bases da Saúde, e considerou que Portugal só precisa de mão-de-obra estrangeira porque "não paga bem aos seus".
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