2.ª volta? "Não sou socialista e abomino a extrema-direita", diz Jardim

Janeiro 20, 2026 - 23:00
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2.ª volta? "Não sou socialista e abomino a extrema-direita", diz Jardim

Alberto João Jardim ainda não terá decidido sobre qual o candidato - António José Seguro ou André Ventura - que apoiará na segunda volta das eleições presidenciais, que vai ocorrer a 8 de fevereiro. "Não tomei decisão nenhuma por uma razão muito simples: Nem sou socialista e abomino a extrema-direita", afirmou o ex-presidente do Governo Regional da Madeira à SIC Notícias.

 

Nas mesmas declarações, o antigo governante, que apoiou o almirante Henrique Gouveia e Melo na primeira volta, salientou ainda: "Quando dizem que há um crescimento da extrema-direita, não houve crescimento nenhum nestas eleições. Ele [André Ventura] foi à segunda volta devido à dispersão de votos no Centro e na Direita".

Recorde-se que, no domingo, e numa primeira reação às projeções eleitorais na CMTV, Alberto João Jardim responsabilizou a liderança social democrata pela possibilidade de a Presidência da República vir a ser ocupada por Seguro ou André Ventura, criticando a "incompetência da direção do PSD" pela escolha de Marques Mendes.

"O líder do PSD, em vez de ter procurado um consenso na área democrática, avançou sem tentar esse consenso e corre-se agora o risco de voltar a entregar a Presidência da República aos socialistas ou ter a extrema-direita do outro lado", afirmou, dizendo que há uma responsável por essa possibilidade.

"Esse responsável chama-se 'direção nacional do Partido Social Democrata', que mostrou, mais uma vez, a sua incompetência", criticou.

Questionado sobre se existia uma derrota pessoal do primeiro-ministro, Luís Montenegro, o ex-presidente do Governo Regional da Madeira respondeu que não, porque o PSD "não é um partido de um homem só", dizendo foi a geração a seguir à sua que "fez este disparate".

Jardim critica

Jardim critica "incompetência da direção do PSD" na escolha de Mendes

Alberto João Jardim responsabilizou hoje a liderança social democrata pela possibilidade de a Presidência da República vir a ser ocupada por Seguro ou André Ventura, criticando a "incompetência da direção do PSD" pela escolha de Marques Mendes. Lusa | 21:16 - 18/01/2026

Numa altura em que faltam apurar os resultados de cinco consulados, Seguro ocupa o primeiro lugar com 31,11% (1.754.904 votos), enquanto André Ventura tem 23,52% (1.326.648 votos), passando os dois à segunda volta.

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