218 mil votam amanhã. Como funciona? E quem não o conseguir fazer?
Há cerca de 218 mil eleitores inscritos para votar antecipadamente e em mobilidade amanhã, domingo - dia 11 de janeiro - para as eleições presidenciais (de 18 de janeiro), segundo dados provisórios da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI). Mas como funciona o 'processo'? E se se tiver inscrito mas não conseguir exercer o direito amanhã?
Antes de mais, vale recordar que as inscrições para o voto antecipado em mobilidade para as Presidenciais começaram no domingo passado e terminaram na quinta-feira, podendo apenas fazer este registo os eleitores recenseados em Portugal.
Para o fazer, o eleitor teve de comunicar a sua intenção através da internet, em www.votoantecipado.pt, ou por via postal, no qual teria de constar a mesa de voto antecipado em mobilidade onde pretendia exercer o direito de voto, além dos dados de identificação.
Como funciona?
O voto em mobilidade realiza-se no domingo, exatamente uma semana antes das eleições de 18 de janeiro, num local escolhido pelo eleitor em qualquer município do continente ou das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, devendo identificar-se e indicar a freguesia onde está recenseado.
A primeira vez em que houve mesas de voto antecipado em todos os concelhos do país foi nas Presidenciais de janeiro de 2021, em plena pandemia de Covid-19. Nesta ocasião, inscreveram-se para votar antecipadamente em mobilidade 246.922 eleitores.
Inscreveu-se para votar amanhã, mas não irá conseguir fazê-lo?
Não há problema, pois não 'perderá' o direito de votar nestas Presidenciais. Caso o eleitor se tenha inscrito para votar antecipadamente em mobilidade mas não consiga fazê-lo, pode votar no dia da eleição na assembleia ou secção de voto onde se encontra recenseado.
Os dados enviados à Lusa indicam que, até às 23h59 de quinta-feira, inscreveram-se 218.481 eleitores na modalidade de voto antecipado em mobilidade e os distritos com maior número de inscritos são Lisboa (67.168), seguido do Porto (35.016), Setúbal (18.276), Braga (11.882), Aveiro (11.368) e Coimbra (11.003).
Um deles é o próprio chefe de Estado. Segundo a Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa "inscreveu-se para votar de forma antecipada no domingo, dia 11, com o objetivo de chamar a atenção para esta modalidade que permite uma maior flexibilidade para os portugueses votarem e para que os que não possam ou não lhes dê jeito votar no dia 18, poderem exercer o seu direito de voto já no dia 11".
Cerca de 11 milhões de eleitores (concretamente 11.039.672, mais 174.662 votantes do que nas Presidenciais de 2021) residentes em Portugal e no estrangeiro estão recenseados para votar nas Presidenciais de 18 de janeiro, concorrendo a estas eleições 11 candidatos, um número recorde.
Os candidatos são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (apoiada pelo Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.
Caso nenhum dos candidatos tenha maioria absoluta, haverá uma segunda volta em 8 de fevereiro, à qual concorrerão apenas os dois candidatos mais votados.
O vencedor deste sufrágio vai suceder a Marcelo Rebelo de Sousa, eleito em 2016 e que termina o seu mandato em março.
Leia Também: Presidenciais? Há mais 174.662 votantes do que nas eleições de 2021
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