1.º de Dezembro? "Primeiro-ministro devia estar, por isso o convidámos"
O antigo líder do CDS e atual presidente da Sociedade Histórica da Independência de Portugal, comentou, este sábado, a ausência do primeiro-ministro, Luís Montenegro, nas comemorações do 1.º de Dezembro, deixando críticas à falta de financiamento do Governo à sociedade que representa.
Hoje, Ribeiro e Castro já tinha deixado críticas às poucas verbas destinadas a esta entidade - "meio salário mínimo por mês" -, um problema que disse estender-se desde os governos do Partido Socialista, mas que não mudou no atual do PSD/CDS-PP.
"Desta vez eu também tenho culpa, que votei AD", afirmou, lamentando também ainda não ter conseguido ser recebido pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro.
Gostaria é que os governantes da AD tivessem outro tipo de desempenho
O antigo líder do CDS-PP relatou, na sua intervenção, uma conversa que disse ter tido esta manhã com uma popular nos Restauradores, na qual ela lhe manifestou estranheza pela ausência do primeiro-ministro, que também não esteve presente nas cerimónias do ano passado.
Já durante a tarde, Ribeiro e Castro esteve na CNN Portugal, onde foi confrontado sobre o desabafo transmitido mais cedo. E reforçou: "Eu tenho culpa, votei AD. Continuaria a votar AD. Gostaria é que os governantes da AD tivessem outro tipo de desempenho. Resolvessem os problemas que me preocupem e que eu tivesse de ter menos motivos de embaraço".
Sublinhando que a falta de apoio à entidade é algo de que já tem falado, e que estes têm vindo decair, o antigo líder centrista apontou que o corte que já aconteceu há pelo menos uma década é "gozar com uma instituição".
"É indispensável que o sistema de administração daquele edifício [Palácio da Independência] seja dotado dos meios necessários à sua conservação ou entrará outra vez em decadência. Este palácio representa um valor essencial do nosso país, o valor da independência nacional", considerou, falando das obras ao edifício, sede da Sociedade Histórica da Independência de Portugal, que terminaram o ano passado.
Não giro a sua agenda, mas o primeiro-ministro deve lá estar a menos que tivesse grandes impedimentos. Mesmo não falando
Questionado na CNN Portugal pelo impacto do chefe de Governo estar ausente, Ribeiro e Castro referiu que é assim passada a ideia de que a situação "não é importante".
"Acho que o primeiro-ministro devia estar, por isso o convidámos. Sabemos perfeitamente que a tradição é que quem fala é o Ministro da Defesa, mas já houve situações anteriores em que está o primeiro-ministro. Não fala. Se quiser falar, fala. Também já falaram outros ministros. Isso depende da solução de cada Governo", afirmou.
"O 1.º de Dezembro é um feriado nacional e é o único feriado nacional que celebra o valor da independência nacional. Por isso digo que é o Dia de Portugal pela natureza das coisas. Temos o 10 de Junho, que é um dia muito importante, mas celebra Portugal no sentido da portugalidade. Camões, a língua, as comunidades, a universalidade portuguesa. O que celebra a independência física de Portugal, a nossa existência como nação independente é o 1.º de Dezembro. Não temos outro", reforçou.
"Não giro a sua agenda, mas o primeiro-ministro deve lá estar a menos que tivesse grandes impedimentos. E nós temos pena que não esteja. Gostávamos de ter lá o primeiro-ministro. Mesmo não falando. O Presidente da República deu esse exemplo ao longo do seu mandato. Falou em 2016 e esteve todos os anos sem falar. E tem uma participação agora específica na cerimónia. Esperamos que o protocolo seja revisto", atirou ainda.
Também o ano passado o primeiro-ministro, Luís Montenegro, não esteve presente nas cerimónias.
Já o Ministro da Defesa, Nuno Melo, na sua intervenção, para responder que o Governo esteve representado "como um todo" e, no final, negou haver qualquer melindre com estas palavras.
O ministro da Defesa Nacional destacou a grandeza dos que recuperaram a independência política do país e considerou que esta grandeza se encontra, no Portugal contemporâneo, ainda nos antigos combatentes vivos e nos militares das Forças Armadas, quer dos atuais, quer dos que fizeram o 25 de Abril e o 25 de Novembro.
Marcelo Rebelo de Sousa que, como é habitual não discursou na cerimónia, dirigiu-se no final a uma das laterais da Praça dos Restauradores para cumprimentar membros uma associação amigos de Olivença.
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