19 anos depois, um Zidane volta a marcar num Mundial: "Assim que nasceu…"
O Chile despediu-se, na passada terça-feira, do Campeonato do Mundo de sub-17, que se disputa no Qatar, com um triunfo sobre o Canadá, por 2-1, num duelo em que até entrou a perder, fruto de um golo de Shola Jimoh, mas ao qual começou a dar a volta, aos 55 minutos, graças a um remate certeiro de... Zidane Yáñez.
Esta partida viria a revelar-se infeliz para a jovem promessa do New York City FC, uma vez que, não só a própria ainda viria a receber ordem de expulsão, como o resultado não chegou para evitar o quarto e último lugar do Grupo K. Ainda assim, a verdade é que, com um nome tão famoso (e invulgar), não demorou até que começasse a fazer manchetes.
Já desde os oitavos de final do Campeonato do Mundo de 2006 que um Zidane não marcava num Mundial. Na altura, a honra coube ao 'eterno' Zinédine, que deu por selada a vitória de França (que viria a sagrar-se vice-campeã) sobre Espanha, na AWD-Arena, na cidade alemã de Hannover, por 1-3.
Há pouco mais de um ano, o pai do avançado de apenas 17 anos de idade, Claudio, concedeu uma extensa entrevista ao portal chileno LunMás, onde colocou tudo em 'pratos limpos': "É o meu jogador favorito, e sempre fui um apaixonado pelo futebol criativo, bonito. Sempre fui fanático por Zidane".
"Um dia, disse à minha senhora que queria dar-lhe o nome de Zinédine. Ela perguntou-me se eu estava louco. E foi ela que me sugeriu Zidane. Aí, respondi-lhe 'Sim, sim, sim'. E demos-lhe o nome de Zidane (...). Ela disse 'Não, não gosto, é melhor Zidane Yáñez'. E, desde o dia em que nasceu, vesti-lhe a camisola do Real Madrid com o nome de Zidane", afirmou.
"Ele também é madridista, gosta do Real Madrid e sempre acompanhou a equipa. Obviamente, ele conhece toda a história dos Galácticos, de Zidane na Juventus... Tudo. Mostrou-lhe sempre imagens de Zidane, da elegância que ele tinha a jogar. Ele conhece-o muito bem", prosseguiu o progenitor.
"É um sonho que Zidane esteja a jogar pelo Chile. Eu, quando era jovem, via todos os jogos da seleção com o meu velhote, e, agora, é um sonho ver lá Zidane, sobretudo, tendo em conta a comunidade chilena que há nos Estados Unidos da América. É como se eles estivessem a viver o mesmo através do meu filho. É super lindo e emocionante", completou.
Preferiu o Chile aos EUA e a Porto Rico
Nesta mesma entrevista, Claudio Yáñez revelou que o filho já rejeitou, inclusive, oportunidades para representar EUA e Porto Rico, dada as suas origens.: "Eu fui para New Jersey, super jovem, mas voltava sempre ao Chile. Passei cinco ou seis anos no Chile, a estudar turismo e português. Conheci a Lisa e casei-me".
"Ele adora jogar pelo Chile, devido aos treinos, à intensidade e ao nível de profissionalismo que vimos cá, que é impressionante. Trataram-no muito bem, e ficámos impressionados por quão bem jogam estes rapazes", apontou, sublinhando que Zidane "está muito, muito feliz" com esta oportunidade.
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