Hoje, nas meias-finais, a Nigéria defronta a anfitriã Marrocos, em Rabat, e daí seguirá para a final ou para o jogo de atribuição do terceiro lugar. Os dois golos na vitória por 2-0 sobre a Argélia, nos quartos-de-final em Marraquexe, elevaram o registo da equipa para 14 golos, ficando apenas a dois do recorde de 16 estabelecido pela Côte d´Ivoire, em 2008.
A Nigéria marcou oito golos ao terminar no topo do Grupo C e depois somou mais quatro numa vitória folgada sobre Moçambique, nos "oitavos".
A forma desportiva de Victor Osimhen (quatro golos) e Ademola Lookman (três) impulsionou a equipa até às meias-finais, enquanto a criatividade de Alex Iwobi nas suas costas tem sido um dos grandes destaques do torneio até ao momento.
Akor Adams e Raphael Onyedika também contribuíram com dois golos cada um, enquanto Semi Ajayi, Wilfred Ndidi e Paul Onuachu marcaram um golo cada um.O seleccionador da Nigéria, Eric Chelle, trabalhou arduamente para implementar o seu estilo na equipa e, embora isso não tenha garantido a qualificação para o Mundial´2026, é evidente que os jogadores estão a adaptar-se às suas ideias no CAN.
Há 18 anos, os ivoirenses bateram o recorde ao marcarem 16 golos em seis jogos, terminando no quarto lugar, com Didier Drogba, Salomon Kalou, Boubacar Sanogo e Kader Keïta a apontarem três golos cada um.
Os 15 golos da Zâmbia, na fase final de 1996 na África do Sul, eram o recorde anterior, igualado depois pelo Egipto em 2008 e 2010, quando os Faraós conquistaram o troféu no Ghana e depois em Angola.
Com 14 ficaram, em 1974, Zaire, Marrocos (2004), Camarões (2008 e 2021) e agora a Nigéria (2025), ainda com possibilidades marcar mais golos. Nesta edição do CAN, os outros semifinalistas somam, Senegal, 11 golos, Egipto e Marrocos marcaram nove nas cinco partidas já disputadas.
Fonte- Jornal de Angola