Ordem dos Contabilistas recebe mais de 1.500 candidatos ao ingresso
Mais de mil e 500 contabilistas concorrem, até ao dia 19 do mês em curso, em todo o país, no 7.º Exame Nacional de Admissão para o ingresso na Ordem dos Contabilistas e Peritos Contabilistas de Angola (OCPCA).
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Do número total dos candidatos que concorrem para a Ordem dos Contabilistas, 70 por cento são da província de Luanda e a outra percentagem é repartida para Benguela, Huambo e Huíla
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O exame conta com sete módulos que abordam “Contabilidade Financeira”, “Contabilidade de Gestão”, “Directo Societário”, “Gestão, Fiscalidade no seu todo”, entre outros temas.
Antes dos exames, os candidatos aptos para o exame cumpriram um estágio de 10 meses, equivalente a 740 horas, que, depois de concluído, iniciaram ontem com a prova de admissão como membro da Ordem dos Contabilistas e com direito a carteira profissional.
A Ordem dos Contabilistas e Peritos Contabilistas de Angola controla actualmente 5.300 inscritos, dos quais 2.450 estão autorizados a exercer a profissão.
Em declaração à impren- sa, o vogal do Conselho Directivo da Ordem dos Contabilistas e Peritos Contabilistas de Angola, Jaime Alves Primo, realçou que a associação espera que todos os candidatos sejam aprovados para reforçar a classe.
O último exame, segundo Jaime Alves Primo, foi realizado em Abril deste ano, onde dos 1.800 candidatos, apenas 390 membros foram admitidos que, hoje, pertencem à Ordem.
A maior parte dos cidadãos, segundo Jaime Alves Primo, vêem os contabilistas como pessoas que servem apenas para calcular impostos, o que constitui um erro. Para o responsável, a contabilidade é um elemento de gestão necessária para as decisões de projectos valiosos.
Disse que, a partir da análise das demonstrações financeiras, o empresário decide investir, aumentar o número de trabalhadores, salários, entre outras acções.
"Os contabilistas para exercerem a profissão devem ter as suas quotas em dia", sublinhou o vogal da OCPCA, que garantiu que a instituição tem assegurado formação contínua aos seus membros.
Para além do actual processo que ocorre, sublinhou, o próximo passo será a realização de uma acção formativa focada no Orçamento Geral do Estado (OGE), que alterou o IVA e outros elementos que devem ser conhecidos e esclarecidos
Candidatos
Um dos candidatos ao exame é o cidadão Adriano Cahombo, que teve como principal motivação os grandes desafios que a OCPCA tem no seu programa de acção, desde a atribuição do número da ordem, oportunidades do mercado de trabalho e formação contínua.
Formado em matéria de Gestão Financeira, Adriano Cahombo disse que caso consiga passar para a fase seguinte, vai esforçar-se para obter a carteira profissional e alargar o leque de actividades, usando a experiência que adquiriu numa Associação de Consultoria.
“A carteira profissional dá maior credibilidade aos meus trabalhos, sobretudo a nível dos clientes e no mercado nacional”, reconheceu.
Outra candidata é a cidadã Engrácia Gonçalves, formada em Gestão pelo Instituto Superior Politécnico de Tecnologias e Ciências (ISPTEC).
Segundo a candidata, exerce contabilidade há mais de cinco anos, profissão que deve dar continuidade com credibilidade e reconhecida pela Ordem dos Contabilistas.
"Além do bom desenvolvimento da minha carreira, creio que a sociedade angolana precisa de muitos contabilistas qualificados para o exercício da actividade", defendeu Engrácia Gonçalves, que acrescentou que o foco é agregar valores na carreira profissional e alavancar a formação para que o trabalho seja melhor prestado ao público alvo
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Poucas empresas contratam contabilistas
A Administração Geral Tributária (AGT) tem na sua base de dados 2.700 empresas inscritas, das quais menos de 50 mil contratam contabilistas.
Para o vogal da Ordem dos Contabilistas e Peritos Contabilistas de Angola, Jaime Alves Primo, a quantidade é ainda um rácio deficitário, porque muitas empresas não procuram pelos serviços dos especialistas.
Para inverter o quadro, Jaime Alves Primo disse que foi assinado um Acordo entre a OCPCA e a Administração Geral Tributária (AGT) que vai permitir diminuir este resultado.
Com o instrumento rubricado, a partir de agora, o indivíduo que for formar uma empresa deve ter obrigatoriamente um contabilista contratado da Ordem, sobretudo as startups, para que os contabilistas acompanhem o processo.
"A partir de agora, ao abrir uma empresa, mesmo que não tenha produtividade deve informar a AGT e se assim não for feito, será aplicado uma multa", sublinhou. Para evitar as multas, a Ordem dos contabilistas disponibilizar-se para acompanhar o primeiro ano de actividade da empresa criada.
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