Grave Denúncia: Roupas de Cadáveres do Benfica Estariam a Ir para as Bancas da Zunga
Uma denúncia chocante deu origem a uma grande polémica em Luanda. Segundo relatos, roupas estariam a ser retiradas de cadáveres no cemitério do Benfica para serem vendidas na zunga. Infelizmente, por falta de emprego, muitas pessoas estão a roubar as roupas para sobreviver, revelando a dura realidade social que ainda afeta várias comunidades. É urgente refletirmos sobre as condições que levam cidadãos a situações tão extremas.
A denúncia sobre retirada de roupas de cadáveres no cemitério do Benfica, em Luanda, continua a gerar forte indignação entre moradores e ouvintes. Segundo o denunciante, a prática ocorre sobretudo durante a noite, quando há pouca fiscalização, e alimenta um mercado clandestino onde peças usadas, supostamente retiradas de falecidos, são vendidas entre 500 e 1.500 kwanzas.
“Estão a retirar a roupa dos cadáveres no cemitério do Benfica. Mano, já temos pouco”, afirmou João de Almeida, que garante ter presenciado a situação.
O ouvinte explica que qualquer peça com algum valor — como calças, lençóis, meias ou camisas — é imediatamente desviada e colocada à venda. “Se aparece uma boa calça, um lençol, umas meias, uma camisa bonita… vendem barato. Qualquer um compra sem saber.”
Segundo ele, até caixas funerárias estariam a ser recuperadas e revendidas no mesmo circuito informal. “Do falecido até as caixas também, mano. Vão vender no mesmo sítio.”
João de Almeida classificou o cenário como “desumano” e “profundamente triste”, alertando que muitas pessoas compram essas roupas sem ter conhecimento da sua origem, atraídas pelos preços baixos. Em muitos casos, a falta de emprego e a busca pela sobrevivência têm levado indivíduos a envolverem-se nesse tipo de prática.
A denúncia reacendeu preocupações sobre atividades ilegais no cemitério do Benfica e juntou-se a relatos de insegurança crescente em vários bairros de Luanda. Durante o programa, outros ouvintes reportaram aumento da criminalidade nas zonas do Sossego, Madeira e em áreas periféricas, onde moradores têm vivido com medo devido a assaltos recorrentes e à actuação de grupos delinquentes durante a noite.
Os participantes apelaram por maior presença policial e por medidas urgentes para restaurar a segurança comunitária e travar situações que consideram cada vez mais alarmantes.
Fonte- Correio da Kianda
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