EUA reativam processo contra Maduro e Delcy Rodríguez por alegado sequestro

Vários cidadãos norte-americanos reactivaram, em Miami, um processo contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, após a captura, e a vice e agora mandatária interina, Delcy Rodríguez, que acusam de sequestro, tortura e terrorismo.

Janeiro 6, 2026 - 15:35
Janeiro 6, 2026 - 15:37
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EUA reativam processo contra Maduro e Delcy Rodríguez por alegado sequestro
Jornal de Angola

Os reclamantes, incluindo pessoas sequestradas na Venezuela e duas menores de idade, apresentaram, este fim de semana, uma moção ao Tribunal do Distrito Sul da Florida, para que este declare o incumprimento por parte dos acusados por não responderem à acção apresentada a 14 de Agosto de 2025, segundo documentos judiciais disponibilizados hoje, reporta a Lusa.

O recurso, atribuído ao juiz Darrin P. Gayles, acusa os líderes bem como outros elementos do chavismo na Venezuela de violar a Lei Federal Antiterrorismo (ATA, em inglês), a Lei Antiterrorismo da Florida e a Lei de Organizações Corruptas e Influenciadas pelo Crime Organizado (RICO).

Além de Maduro e Rodríguez, o processo acusa também o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, o procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab; o ministro do Interior, Diosdado Cabello; ao ex-presidente do Tribunal Supremo de Justiça Maikel Moreno, e o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.

Também refere a empresa estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) e o ex-ministro de Energia Elétrica Néstor Reverol.

A acusação afirma, ainda, que Maduro "comete actos flagrantes de terrorismo contra os cidadãos dos Estados Unidos" e cita a acusação contra o governante em Nova Iorque, onde o presidente e a sua esposa, Cilia Flores, que compareceram, hoje, pela primeira vez, após a sua detenção no sábado.

Fonte- Jornal de Angola

O processo sustenta que os queixosos "foram mantidos cativos por Maduro" com "apoio material ilegal" dos outros acusados, que identifica como membros do Cartel dos Sóis, um grupo considerado terrorista pelos Estados Unidos no ano passado.

A defesa dos queixosos reactivou o recurso, com o argumento que os acusados não responderam dentro do prazo estabelecido, o que justifica uma "moção por incumprimento ou não comparência".

O facto veio a público algumas horas depois da primeira aparição de Maduro e Flores perante o tribunal de Nova Iorque, após a detenção no sábado numa operação das forças norte-americanas em Caracas, onde agora tomou posse Delcy Rodríguez como presidente interina.

Fonte- Jornal de Angola

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