Acha que Angola tem condições para que delegados estrangeiros que vêm a um congresso regressem depois em lazer, e para promover o turismo de negócios?
Sim. Angola já demonstrou capacidade para realizar diversos eventos internacionais e dispõe de condições para promover o turismo de negócios, incluindo incentivos e congressos. O país possui centros adequados para convenções, congressos e seminários em várias regiões. Para aumentar o retorno dos delegados como turistas de lazer, o país precisa investir em estratégias de promoção, especialmente campanhas publicitárias digitais complementadas por iniciativas offline, como participação em feiras, workshops, roadshows e parcerias com agentes de viagens. Há países onde quase 50% dos delegados regressam em lazer, e Angola pode seguir esse caminho com uma boa estratégia.
Quais são os factores que mais determinam o sucesso dos países que estão à frente na realização de eventos?
Os principais factores são: Estabilidade política, Segurança, Infra-estruturas adequadas (centros de conferências, hoteis, serviços), Acessibilidades (bons aeroportos, variedade de voos, estradas e comboios em boas condições), Qualidade e ética no serviço, Qualidade dos espaços para hospedagem e eventos, Eficácia das estratégias de marketing, etc.
Por que o turista de negócios é tão cobiçado?
O turista de negócios é valorizado porque normalmente representa um perfil com maior poder de consumo. É alguém que viaja frequentemente em classe executiva, hospeda-se nos melhores hotéis, alimenta-se em restaurantes de alto padrão e busca actividades culturais entre reuniões.
E… E isso o torna muito atractivo para o sector de viagens e eventos.
Quanto gasta, em média, um turista de negócios?
O turista de negócios gasta, em média, três a quatro vezes mais do que um turista comum. As despesas são geralmente cobertas pela empresa que o envia. Segundo estudos da American Express, empresas nos EUA gastam cerca de 30% das suas despesas totais em viagens e representações, ficando atrás apenas dos gastos com salários e tecnologia.
Fonte- Jornal de Angola